Hai África

/ junho 14, 2020

O Hai África, uma organização sem fins lucrativos, nasceu após uma viagem de voluntariado à África e se transformou em um sonho de ir além e fazer mais. Tudo começou com um imenso desejo de fazer algo para apoiar e mudar a realidade de crianças que estavam nas ruas sem escola pública gratuita e sem comida.

Em 4 de maio de 2015, em uma pequena casa em Kabiria (região nos subúrbios de Nairobi, capital do Quênia), a fundadora Mariana abriu as portas do Hai para fornecer refeições e atividades criativas para 13 crianças da comunidade — número máximo acolhido em seu orçamento inicial.

O Hai hoje é um centro que se orgulha em fazer parte da transformação da comunidade de Kabiria, promovendo o desenvolvimento de mulheres através de novas capacitações profissionais e das crianças por meio da educação humanizada e da nutrição saudável. O Hai também apoia a economia local efetuando todas as suas compras no comércio da própria comunidade.

Ao longo dos anos, o Hai África se tornou um centro que atende mais de 40 crianças (os nossos "babies"), tem 6 funcionários locais, gera renda e dá voz a 15 mulheres (carinhosamente conhecidas como ''mamas''), financia a educação de 3 professores e a educação contínua de 29 crianças na escola primária. O que originalmente se destinava a ser apenas um espaço para oferecer comida e atividades às crianças se tornou uma instituição que transforma positivamente a vida de muitos nessa comunidade.

Nosso trabalho!
ESCOLINHA HAI CENTRE -> Hai Centre: onde tudo começou! O Hai Centre é a nossa escola pré-primária localizada dentro da comunidade de Kabiria. Aqui encorajamos o desenvolvimento social, psicológico e físico de crianças de 2 a 6 anos através da pedagogia Waldorf e de alimentação nutritiva.

EDUCAÇÃO CONTINUADA -> Devido às dificuldades de acesso à educação, a evasão escolar no Quênia é elevada, por isso quando nossos babies atingem a idade de começar a escola primária, nós trabalhamos para que eles continuem na escola, firmando parcerias com escolas locais e angariando os recursos necessários para que eles continuem os estudos. Nossos planos é, em breve, teremos a nossa própria escola primária dentro da comunidade.

FACULDADE E TREINAMENTO PARA NOSSAS TEACHERS -> O Hai hoje conta com três professoras para os nossos babies e é nossa responsabilidade oferecer a melhor educação para elas também. Acreditamos na necessidade de investir nas mulheres locais para que elas possam crescer e, também, trazer para nossa sala de aula o melhor, por isso temos orgulho de financiar a faculdade da Annite, Jane e Leah.

 MAMAS -> projeto de capacitação profissional para as Mamas dos babies! Na nossa empresa, fundada em parceria com a Project Tres, elas aprendem a produzir e comercializar peças artesanais feitas com pedra sabão.
HAI BRASIL : Nosso plano de lançar nossas primeiras ações em uma comunidade no Brasil em 2021 foi colocado em quarentena junto com o COVID19, mas nossa CEO já realiza palestras em escolas privadas e públicas e consultorias para outras organizações e escolas no Brasil.


Nos seguir no instagram e acompanhar o nosso trabalho já é incrivel. Por lá postamos nossas vagas de voluntariado, o que estamos fazendo e o dia a dia dos nossos babies e mais. 
Caso voce queira nos ajudar financeiramente temos a opção de apadrinhamento que é uma doação de minimo 10 reais por mes, ou uma doação única. 

Segue o link para doar: 



Como funciona?

Por enquanto nossa sede é apenas no Kenya e estamos trabalhando pra realizar o sonho de trazer o Hai pro Brasil também. 
Toda a arrecadacão para manter o projeto é feita no Brasil e o valor dos custos enviando para o Kenya todos os meses. 

Caso voce tenha dúvidas sobre transparencia ou qualquer outro assunto nos envie um e-mail no contato@haiafrica.com.br. Estamos a disposição para responder!

Fotografia: Amanda Lavorato

O Hai África, uma organização sem fins lucrativos, nasceu após uma viagem de voluntariado à África e se transformou em um sonho de ir além e fazer mais. Tudo começou com um imenso desejo de fazer algo para apoiar e mudar a realidade de crianças que estavam nas ruas sem escola pública gratuita e sem comida.

Em 4 de maio de 2015, em uma pequena casa em Kabiria (região nos subúrbios de Nairobi, capital do Quênia), a fundadora Mariana abriu as portas do Hai para fornecer refeições e atividades criativas para 13 crianças da comunidade — número máximo acolhido em seu orçamento inicial.

O Hai hoje é um centro que se orgulha em fazer parte da transformação da comunidade de Kabiria, promovendo o desenvolvimento de mulheres através de novas capacitações profissionais e das crianças por meio da educação humanizada e da nutrição saudável. O Hai também apoia a economia local efetuando todas as suas compras no comércio da própria comunidade.

Ao longo dos anos, o Hai África se tornou um centro que atende mais de 40 crianças (os nossos "babies"), tem 6 funcionários locais, gera renda e dá voz a 15 mulheres (carinhosamente conhecidas como ''mamas''), financia a educação de 3 professores e a educação contínua de 29 crianças na escola primária. O que originalmente se destinava a ser apenas um espaço para oferecer comida e atividades às crianças se tornou uma instituição que transforma positivamente a vida de muitos nessa comunidade.

Nosso trabalho!
ESCOLINHA HAI CENTRE -> Hai Centre: onde tudo começou! O Hai Centre é a nossa escola pré-primária localizada dentro da comunidade de Kabiria. Aqui encorajamos o desenvolvimento social, psicológico e físico de crianças de 2 a 6 anos através da pedagogia Waldorf e de alimentação nutritiva.

EDUCAÇÃO CONTINUADA -> Devido às dificuldades de acesso à educação, a evasão escolar no Quênia é elevada, por isso quando nossos babies atingem a idade de começar a escola primária, nós trabalhamos para que eles continuem na escola, firmando parcerias com escolas locais e angariando os recursos necessários para que eles continuem os estudos. Nossos planos é, em breve, teremos a nossa própria escola primária dentro da comunidade.

FACULDADE E TREINAMENTO PARA NOSSAS TEACHERS -> O Hai hoje conta com três professoras para os nossos babies e é nossa responsabilidade oferecer a melhor educação para elas também. Acreditamos na necessidade de investir nas mulheres locais para que elas possam crescer e, também, trazer para nossa sala de aula o melhor, por isso temos orgulho de financiar a faculdade da Annite, Jane e Leah.

 MAMAS -> projeto de capacitação profissional para as Mamas dos babies! Na nossa empresa, fundada em parceria com a Project Tres, elas aprendem a produzir e comercializar peças artesanais feitas com pedra sabão.
HAI BRASIL : Nosso plano de lançar nossas primeiras ações em uma comunidade no Brasil em 2021 foi colocado em quarentena junto com o COVID19, mas nossa CEO já realiza palestras em escolas privadas e públicas e consultorias para outras organizações e escolas no Brasil.


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Caso voce queira nos ajudar financeiramente temos a opção de apadrinhamento que é uma doação de minimo 10 reais por mes, ou uma doação única. 

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Como funciona?

Por enquanto nossa sede é apenas no Kenya e estamos trabalhando pra realizar o sonho de trazer o Hai pro Brasil também. 
Toda a arrecadacão para manter o projeto é feita no Brasil e o valor dos custos enviando para o Kenya todos os meses. 

Caso voce tenha dúvidas sobre transparencia ou qualquer outro assunto nos envie um e-mail no contato@haiafrica.com.br. Estamos a disposição para responder!

Fotografia: Amanda Lavorato
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Referência para os pais e leitores assíduos da CRESCER, a tradicional lista dos 30 Melhores Livros Infantis da publicação, que este ano chega a sua 15ª edição, também se tornou essencial para quem faz parte do mercado da literatura infantil e dos apaixonados por este universo. A lista de 2020 contou com a colaboração de 42 jurados de vários cantos do Brasil e traz obras brasileiras e traduzidas de outros países, feitas especialmente para crianças e lançadas em 2019. Entre elas está a obra “Quase Ninguém Viu”, de Aline Abreu, vencedora do Troféu Monteiro Lobato de Literatura Infantil de 2020. Confira a lista completa ao final do release.

30 MELHORES LIVROS INFANTIS DO ANO 2020

Quase Ninguém Viu - Autora Aline Abreu

Uma Canção de Urso - Autor Benjamin Chaud | Tradução Luciana Veit

Tem um Tigre no Jardim - Autora Lizzy Stewart | Tradução Sonia Pinheiro

Um Muro no Meio do Livro - Autor Jon Agee | Tradução Juliana Freire

Pinçada de Coragem - Autor Laurent Cardon

Estranhas Criaturas - Autores Cristóbal León e Cristina Sitja Rubio | Tradução Luciana Veit

O Que Tem Aí - Autora Rosinha

Bia e o Elefante - Autores Carolina Moreyra e Odilon Moraes

Girafas - Autor Jean-Claude

Pinóquio – O Livro das Pequenas Verdades - Autor Alexandre Rampazo

Os Vizinhos - Autora Einat Tsarfati | Tradução (do hebraico) George Schlesinger

Álbum de Família - Autoras Gabriela Romeu e Catarina Bessell

O Carteiro Encolheu! - Autores Janet e Allan Ahlberg | Tradução Eduardo Brandão

A História do Pássaro e o Realejo - Autor Alexandre Rampazo

Robinson - Autor Peter Sís | Tradução Érico Assis

Onde Está Tomás? - Autoras Micaela Chirif e Leire Salaberria | Tradução Daniela Padilha

Tantãs - Autora Eva Furnari

Meu Pum e a Meleca do Meu Irmão - Autores Blandina Franco e José Carlos Lollo

A Água e a Águia - Autores Mia Couto e Danuta Wojciechowska

O Livro Maluco das Poções Mágicas - Autores Leo Cunha e Mariana Massarani

Da Minha Janela - Autores Otávio Júnior e Vanina Starkoff

O Rato e a Montanha - Autores Antonio Gramsci e Laia Domènech | Tradução Luiz Sérgio Henriques e Thaisa Burani

O Colecionador de Chuvas - Autor André Neves

Ah... Nisso Eu Não Tinha Pensado! - Autores Ludovic Souliman e Bruna Assis Brasil | Tradução Regina Machado

Leila - Autores Tino Freitas e Thais Beltrame

A Guerra - Autores José Jorge Letria e André Letria

Madalena - Autora Natália Gregorini

Meu Pequenino - Autores Germano Zullo e Albertine | Tradução Rosely Dolcimasculo Jannarelli

Balada da Estrela e Outros Poemas - Autores Gabriela Mistral e Leonor Pére

10 Motivos Para Você Vir Logo Aqui em Casa - Autores Pablo Lugones e Alexandre Rampazo

A  referência de toda matéria é da REVISTA CRESCER.

OBESIDADE INFANTIL-COMO FALAR COM O FILHO SOBRE PESO?

A Organização Mundial de Saúde estima que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estejam acima do peso. Crianças obesas nessa idade são mais propensas a serem obesas na adolescência e quando adultas. Estratégias para prevenção da obesidade infantil incluem cuidar do peso mesmo antes da gestação, amamentação exclusiva ate 6 meses, monitorização severa de peso ate 2 anos, reduzir o consumo de açúcar e melhorar a qualidade nutricional da dieta das crianças. Essas medidas podem alterar a trajetória de uma criança a se tornar um adulto obeso (Adv. Nutr. 2020). Um estudo mostrou que crianças que tiveram aleitamento materno exclusivo por menos de 6 meses apresentaram um risco de 97% a mais de sobrepeso e obesidade quando comparadas a crianças que foram amamentadas por mais de 12 meses (Maternal and Child Health Jornal. 2020).
E uma duvida surge, como falar com meu filho sobre peso?

1- O primeiro passo, é preciso falar sobre o assunto. O peso não pode ser um tabu. Não fique com medo de conversar sobre o peso, com medo da criança ficar constrangida, se sentir ameaçada, se sentir oprimida. Converse sobre a importância de manter o peso ideal, a importância para saúde. Mostre que com saúde as brincadeiras serão mais gostosas, maisanimadas, terão mais disposição para aquela corrida na praça num dia de sol... Mostre o lado bom de manter o peso, mostre que você esta ali para ajudar em tudo principalmente para manter a saúde em dia.

2- Não entre em pânico se seu filho te perguntar se esta gordo. Não minta para a criança, achando que ira aliviar um sofrimento. Ela pode estar sofrendo bullying na escola sobre seu peso e perder a confiança em seus pais caso eles mintam e não conversem sobre o assunto.

3- Antecipe um problema. Prepare-se para um conversa, crie um ambiente favorável para seu filho se sentir a vontade para introduzir esse assunto e fazer perguntas

4- Trate o assunto com leveza.  Se você acha que precisa conversar com seu filho sobre o peso, trate o assunto com delicadeza e naturalidade. Segundo especialistas, uma das maneiras é perguntar à criança se ela se sentiria mais confortável caso tivesse outro pesoSe a resposta for afirmativa, então ofereça ajuda a elas fazendo uma comida mais saudável – e exigindo delas força de vontade para cumprir a metaA chave é guiá-las e nunca controlar os hábitos alimentares dela como um general.

5- Mostre a seu filho como ele e especial. Muitas crianças estão preocupadas com a sua imagem, converse sobre o assunto e mostre o quanto ela e especial independente de sua aparência.

6- Nunca faça piadas. Nunca chame seu filho de gordinho(a). Isso pode afeta-lo por toda a vida. Ele pode achar que essa atitude e correta e aceitar esse “apelido” como sendo um carinho.

Hoje em dia, os pais muitas vezes ficam ausentes durante muitas horas do dia pois precisam trabalhar por extensas horas. E ao chegar em casa, nada melhor do que ter um sorriso e um carinho. Mas esse carinho muitas vezes vem em forma de doces, balas, bolinhos, chocolates... Ajude seu filho a manter uma vida saudável, seja o melhor exemplo para ele. Façam juntos atividade física, uma alimentação saudável e conversem sobre peso.

Bruna Freixo Prestes 
Cirurgia Bariátrica e Metabólica
Cirurgia Geral Videolaparoscopica 
CRM 52.81467-9
Tel 35007367
Insta dra_bruna_prestes


SOBRE A CRIANÇA ENLUTADA 
 
Como posso ajudar a criança a lidar com a morte?
Contando para a criança
Quando uma morte ocorre, alguém com quem a criança tenha uma história de confiança e envolvimento deve contar para ela. Isso a assegura de que ela não está sozinha e de que há outras pessoas para lhe prover proteção e cuidado. Esta informação deve ser dada imediatamente para a criança, em linguagem simples e direta. Você diz: "O vovô, papai, mamãe, João morreu". Pode ser difícil de dizer, especialmente sem lágrimas.
Não há problema que a criança experiencie seu luto juntamente com seu próprio luto. Você a está ensinando a lidar naturalmente com seus sentimentos quando você não esconde os seus. Quando você pode dizer "Estou muito triste porque o papai morreu", "Estou bravo porque mamãe não está mais aqui para cuidar de nós", você está ensinando um recurso para a criança que irá perdurar para sempre.
Após contar que um ente querido morreu, você precisa explicar o que acontecerá depois, o velório e o funeral. A informação correta sobre o que aconteceu ajuda a criança a compreender o que é a morte e encontrar sentido para sua perda.
A criança terá muitas dúvidas e irá fazer perguntas se sentir que as pessoas que cuidam dela estão disponíveis para responder. O que ela irá querer saber dependerá de sua idade e experiência prévia com a morte. Geralmente crianças pré-escolares não entendem que a morte é o fim; podem perguntar "Quando vovó vai voltar?". Entre cinco e dez anos crianças começam a entender que a morte é irreversível, mas acreditam que somente pessoas velhas e vítimas de acidentes morrem. Se uma pessoa relativamente jovem morre, não irá entender o porquê. Após os 10 anos a criança começa a entender que a morte é parte da ordem natural das coisas e que as pessoas morrem em todas as idades, por diversas razões.
É importante responder as questões o mais simples e honestamente possível, sem utilizar metáforas. Se você diz para uma criança pequena "O vovô está dormindo para sempre", por exemplo, ela pode ficar com medo de dormir.
Crianças comumente concluem que de alguma forma causaram a morte. Podem pensar "Eu fui mau, então minha mãe me abandonou", ou "Eu desejei que minha irmã morresse e isso aconteceu". Diga para ela que ela não tem culpa pelo que aconteceu.
 
Como a criança pode reagir à perda?
A criança pode negar inicialmente que a morte ocorreu. Pode tornar-se agressiva e culpar os demais pela morte, ou ter raiva da pessoa que morreu, por deixá-la. É comum sentir-se culpada por não ter sido "boa" para a pessoa que morreu e ficar deprimida. Ainda que a criança possa aparentemente não estar sofrendo, expressa sua dor de modos mais sutis, como regredir e começar a chupar o dedo, fazer xixi na cama e agir como bebê. Pode ficar hostil com os colegas ou tratar seus brinquedos com violência. Com frequência deseja morrer para encontrar seu ente querido ou teme que isto aconteça.
 
Como posso ajudar a criança a lidar com a perda?
Como os adultos a criança precisa enlutar-se para aceitar que a perda ocorreu e continuar com sua vida. Seu fil ho irá tomar o seu exemplo, por isso não tenha medo de expressar seu próprio luto . Chore e deixe que seu filho chore com você. Não diga a seu filho que "seja forte, não chore". Esta é uma situação triste, e a criança precisa expressar sua tristeza.
Converse com seu filho e o encoraje a falar também. Mostre que é permitido falar sobre a pessoa que morreu e mesmo se a criança seja muito pequena para falar sobre a morte, você pode compartilhar seus sentimentos. O carinho irá confortar a criança que sente a angústia na família, mesmo que ela não entenda o que aconteceu. Crianças cercadas pela tristeza precisa ser reassegurada de que é amada.
É uma boa ideia levar a criança ao funeral, mas não a force a ir. Ela deve receber uma explicação detalhada do funeral antes de decidir se quer ir. Crianças como os adultos precisam dividir sua dor e o funeral permite que as pessoas se juntem e expressem seus sentimentos. 
Lembre que a relação da criança com o falecido não acabou, somente mudou. Após o funeral mantenha fotos e outras lembranças do falecido para conversar sobre elas com a criança. Isto irá ajudar a formar um novo tipo de vínculo da criança com a pessoa que morreu.
Fonte: 4 Estações Instituto de Psicologia


Psicóloga Valéria Tinoco

Durante a gestação o coração da gestante se prepara para suprir as necessidades do binômio mãe e filho.

E para que ele dê conta direitinho, aumenta a frequência cardíaca e o débito cardíaco, reduz a resistência vascular. Costumo dizer que a gestação é como um teste de esforço pra mulher. E como passar por essa fase da forma mais saudável possível?
Enumerei algumas dicas:

1- controle do ganho de peso. É muito importante que, na primeira consulta, a gestante tenha ciência do ganho de peso esperado pra ela. Excesso de peso confere aumento do risco de desenvolver várias complicações, dentre elas: hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes mellitus.

2- beber água - a ingestão hídrica de pelo menos 2l de água por dia ajuda a reduzir edema, risco de infecções urinárias.

3- controle da ingesta do sódio (sal )- a gestante não precisa restringir o sal da dieta a menos que seja hipertensa, mas deve controlar para não ingerir em excesso. Uma boa dica que dou é limitar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados, como presunto, salsicha, blanquet de peru, etc, além de alimentos industrializados num geral. esses alimentos além de conter alto índice de sódio, ainda contém outras substâncias cancerígenas e inflamatórias na sua composição.

4- Boa ingesta de cálcio - a ingesta de cálcio é uma das poucas alternativas comprovadas para prevenção da pré eclampsia e deve ser estimulada desde o início da gestação. Alimentos ricos em cálcio são: leites e derivados, vegetais verde escuros, brócolis, grão de bico, feijão branco, dentre outros.
Em casos de baixa ingesta, o obstetra pode iniciar reposição de cálcio oral.
5- atividade física regular - a atividade física durante a gestação deve ser estimulada, salvo alguma contra indicação obstétrica.
Gestantes ativas tem melhor controle do ganho de peso, menos edema, estão mais preparados para o trabalho de parto e sem contar que a atividade física ajuda no controle da hipertensão e diabetes gestacional. O ideal é que a mulher já faça exercícios antes de engravidar e mantenha durante a gestação, mas se ela não era ativa antes, nada impede de começar durante a gestação. Nesse caso, os exercícios deverão ser leves e voltados para gestante e liberados após avaliação pela obstetra.

6- alimentação saudável - frutas, oleaginosas, peixes, verduras e legumes devem estar presentes na dieta da gestante, que deve evitar ao máximo alimentos açucarados e cheios de gordura.

7- o fumo é proibido. Maléfico em qualquer época da vida, na gestação está associado a risco de parto prematuro, descolamento de placenta, restrição do crescimento uterino dentre outras complicações.

8 - assim como o fumo, a bebida alcoólica não é permitida durante a gestação. “Nem um golinho!” A síndrome alcoólica fetal, um conjunto de alterações neurológicas e cognitivas, pode acontecer independente da frequência e quantidade de bebida ingerida, não existe dose segura.

9 - dormir bem. Um sono revigorante, de pelo menos 6h/noite, ajuda muito a recompor os sistemas e trazer mais qualidade de vida pra mãe.

10 - Reduza o estresse. Estresse e ansiedade podem trazer desconforto materno, aumentar as contrações e até risco de parto prematuro. Buscar ambientes calmos, fugir da rotina estressante, meditação e mindfulness são dicas que, quando alcançáveis, favorecem o bem estar da gestante.

A gestação é uma fase maravilhosa da vida da mulher e uma oportunidade para mudar antigos hábitos e criar novos, pensando sempre no bem estar do binômio mãe/ filho. E você, quais hábitos saudáveis cultivou durante a gestação?

Dra.Danielle Ouriques
Cardiologista
Título de especialista em Cardiologia e Ergometria pela SBC
@dradanielle.ouriques
Rua Gavião Peixoto 70/707 Icarai
21 4126-5260 98239-5555


Burnout na mulher

Burnout é um termo cada vez mais usado para descrever períodos de grande pressão e estresse extremo no local de trabalho, provocando ansiedade continua e consequentemente esgotamento físico e mental. Afeta cerca de 30% dos brasileiros.

Estudos demonstraram que a Sd.Burnout afeta mais mulheres do que homens, principalmente as bem sucedidas, que possuem família e filhos. Porém, nas mulheres, Burnout não está somente associada ao trabalho: a mulher vive uma dupla jornada com a casa e os filhos.

Estar ocupada tornou-se culturalmente bem visto e as mulheres de sucesso profissional e que acumulam múltiplas funções estão exaustas e não co seguem parar.
Quando não estão trabalhando, viajando a trabalho ou em reuniões, estão com as crianças, levando-as de um lado pro outro para serem a mãe exemplar que acreditam que precisam ser para não deixar a culpa de ser ambiciosa ou querer crescer, consumi-la. 

Essa tendência a estar sempre ativa afeta não só o trabalho mas também a família e as relações sociais e principalmente os filhos que podem se espelhar nesse modelo e talvez se tornar hiperativo por não aprender a importância do ócio e reservar um tempo pra ele.

As mulheres são mais afetadas porque não seguem as orientações da aeromoça “colocar primeiro em você a máscara de oxigênio e depois colocar no outro”.  Ela está sempre priorizando família e trabalho, não prioriza a própria saúde como se não tivesse o direito de adoecer.

Para a sociedade, descansar e relaxar não são sinonimos de sucesso mas sim de preguiça e ineficiência, o que leva a maioria das pessoas a colocar o descanso em segundo plano. 
Com o tempo, o corpo começa a dar sinais de fadiga, ansiedade, desenvolve doenças físicas, mentais e emocionais mas ainda assim não paramos.
É aí que se instala o Burnout, afetando a saúde, bem estar e qualidade de vida em geral.
Os sintomas de burnout podem gerar incapacidade de ser eficiente tanto a nível pessoal quanto profissional, tornando praticamente impossível realizar todas as atividades do seu dia a dia.
Alguns sinais e sintomas são:
Fadiga crônica
Insônia
Falta de concentração
Dores 
Ansiedade, depressão e/ou alterações de humor
Pessimismo
Baixa estima
Agressividade, acessos de raiva
Irritabilidade

O diagnóstico é feito pelo médico e/ou psicólogo a partir da história clínica e observação do profissional.
O tratamento é descanso!!! Não somente no sentido literal da palavra mas também em mudanças do estilo de vida, adotando estratégias para reduzir a carga e o estresse da rotina. 
Inserir meditação, atividade física, um momento para fazer algo para si, são pequenas transformações que farão toda a diferença.


Dra.Danielle Ouriques
Cardiologista
Título de especialista em Cardiologia e Ergometria pela SBC
@dradanielle.ouriques
Rua Gavião Peixoto 70/707 Icarai
21 4126-5260 98239-5555

BURNOUT NA MULHER

escrito por em fevereiro 10, 2020
Burnout na mulher Burnout é um termo cada vez mais usado para descrever períodos de grande pressão e estresse extremo no local de t...


Coronavírus 


Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderada, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Os coronavírus comuns que infectam humanos são alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Alguns coronavírus podem causar síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave que ficou conhecida pela sigla SARS da síndrome em inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome”. SARS é causada pelo coronavírus associado à SARS (SARS-CoV), sendo os primeiros relatos na China em 2002. O SARS-CoV se disseminou rapidamente para mais de doze países na América do Norte, América do Sul, Europa e Asia, infectando mais de 8.000 pessoas e causando entorno de 800 mortes, antes da epidemia global de SARS ser controlada em 2003. Desde 2004, nenhum caso de SARS tem sido relatado mundialmente.

Em 2012, foi isolado outro novo coronavírus, distinto daquele que causou a SARS no começo da década passada. Esse novo coronavírus era desconhecido como agente de doença humana até sua identificação, inicialmente na Arábia Saudita e, posteriormente, em outros países do Oriente Médio, na Europa e na África. Todos os casos identificados fora da Península Arábica tinham histórico de viagem ou contato recente com viajantes procedentes de países do Oriente Médio – Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes e Jordânia.

Pela localização dos casos, a doença passou a ser designada como síndrome respiratória do Oriente Médio, cuja sigla é MERS, do inglês “Middle East Respiratory Syndrome” e o novo vírus nomeado coronavírus associado à MERS.

Manifestações Clínicas 

Os coronavírus humanos comuns causam infecções respiratórias brandas a moderadas de curta duração. Os sintomas podem envolver coriza, tosse, dor de garganta e febre. Esses vírus algumas vezes podem causar infecção das vias respiratórias inferiores, como pneumonia. Esse quadro é mais comum em pessoas com doenças cardiopulmonares, com sistema imunológico comprometido ou em idosos. As crianças não estão associadas à doença grave.

Período de incubação 

De 2 a 14 dias

Período de Transmissibilidade

De uma forma geral, a transmissão viral ocorre apenas enquanto persistirem os sintomas.
É possível a transmissão viral após a resolução dos sintomas, mas a duração do período de transmissibilidade é desconhecido para o SARS-CoV e o MERS-CoV. Durante o período de incubação e casos assintomáticos não são contagiosos.

Transmissão inter-humana

Todos os coronavírus são transmitidos de pessoa a pessoa, incluindo os SARS-CoV, porém sem transmissão sustentada. Com relação ao MERS-CoV, existem a OMS considera que há atualmente evidência bem documentada de transmissão de pessoa a pessoa, porém sem evidencias de que ocorra transmissão sustentada.

Modo de Transmissão 

De uma forma geral, a principal forma de transmissão dos coronavírus se dá por contato próximo* de pessoa a pessoa.

* Definição de contato próximo: Qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente (ex.: morado junto ou visitado).

Fonte de infecção 

A maioria dos coronavírus geralmente infectam apenas uma espécie animal ou, pelo menos um pequeno número de espécies proximamente relacionadas. Porém, alguns coronavírus, como o SARS-CoV podem infectar pessoas e animais. O reservatório animal para o SARS-CoV é incerto, mas parece estar relacionado com morcegos. Também  existe a probabilidade de haver um reservatório animal para o  MERS-CoV que foi isolado de camelos e de morcegos.

DICAS EXTRAS PARA PREVENÇÃO:

✔️ Ele é transmitido por gotículas de saliva e catarro que se espalham pelo ambiente. Até por isso, a principal forma de prevenção é lavar as mãos com água e sabão frequentemente, em especial após tossir, espirrar, ir ao banheiro e mexer com animais. Ter um frasco de álcool gel na bolsa também é indicado.

✔️ Ao espirrar e tossir, cubra o rosto com um braço ou lenço descartável. Seguindo essas orientações, você cuida de quem está ao seu redor e de si mesmo.

✔️ Você provavelmente já viu imagens de pessoas nas ruas da China com máscaras no rosto em reportagens dos telejornais. E sim: ela pode reduzir um pouco o risco de infecção.

No entanto, o acessório é recomendado em situações locais de surto intenso. Esse é o único cenário no qual se indica a máscara para a população geral.

Até porque, quando não empregada corretamente, ela só dá uma falsa sensação de segurança. No mais, de pouco adianta vestir esse equipamento e não lavar as mãos.

✔️ Lembre-se de não passar as mãos nos olhos, nariz e boca ou entrar em contato com bichos doentes.

✔️  Outro conselho é manter a caderneta de vacinação em dia, mesmo que não haja imunizante para o novo problema. Isso porque, em conjunto com o coronavírus, outros vírus e bactérias causariam estragos adicionais.

✔️  Boa notícia para quem anda preocupado com as compras online: não há possibilidade de o vírus continuar ativo até chegar no Brasil.

Fora de um organismo vivo, o coronavírus não sobrevive por muito tempo. Como o tempo de deslocamento dos produtos de lá para cá é grande, ele não resistiria à viagem.

✔️  Se você apresentar febre e sintomas respiratórios dentro de 14 dias, pos passagem pela China , compareça à unidade de saúde mais próxima e não deixe de informar seu histórico de viagem.

✔️  Carnaval é um momento em que muita gente de locais diferentes se aglomera, seja na praia, nos blocos de rua ou nos sambódromos. Falando de coronavírus ou não, a recomendação é não ficar perto de pessoas com sintomas de infecções respiratórias e, se estiver doente, evitar as festividades.

Christine Tamar
Pediatra e Pneumologista infantil
Mestre em Pediatria pela UFF
MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

CORONAVÍRUS

escrito por em fevereiro 06, 2020
Coronavírus  Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções res...