A alimentação orgânica transformou a minha história


Quando convidei a Paula Maio para falar sobre alimentação orgânica, tinha convicção que teríamos um belo post. Cheio de informações técnicas e muito valiosas. Me surpreenndi mais uma vez, porque além de tudo isso, Paula nos trouxe um post carregado de amor. Essa é a sua história de vida, e é simplesmente inspiradora. Muito orgulho de tê-la ao meu lado Paula. Muito obrigada pelo post e por nossa linda parceria!

Quando fui convidada pela Hamanda para escrever um post sobre alimentação orgânica, não apenas aceitei, como fiquei super empolgada. 
Entretanto, quando parei para pensar na responsabilidade que é levar informação de qualidade para as pessoas, fiquei motivada com a oportunidade de falar sobre minha Empresa de alimentação orgânica infantil, mas, mais ainda, de poder falar sobre meus hábitos alimentares e sobre os benefícios de se optar por alimentos orgânicos. 
Eu queria ir além. Eu queria, que cada um que lesse o meu post entendesse os conceitos do cultivo orgânico. Eu queria proporcionar um novo olhar para esses "tais produtos orgânicos", tão "na moda", para que o maior número possível de pessoas entendesse o real valor agregado à eles. 
Acredito que um bom ponto de partida para nossa conversa, seja esclarecer o que é orgânico. Parece obvio, mas não é não! 
A maioria das pessoas pensa que ser orgânico é simplesmente ser livre de agrotóxicos. Então, vamos para o primeiro choque: A não utilização de agrotóxicos nas plantações NÃO garante que seus frutos sejam orgânicos. A produção orgânica de fato, deve respeitar princípios muito sérios de sustentabilidade, tanto na propriedade produtora, como em seu entorno. 
Por exemplo, o solo deve ser manejado corretamente, os recursos naturais explorados de forma controlada, racionalizada e planejada. Devem ser utilizadas fontes de energia limpas e renováveis, assim como deve haver a preocupação com o fechamento do ciclo vital, devolvendo para a terra os resíduos orgânicos que seriam descartados como lixo, através do processo de compostagem. Tudo isso, sem falar na criação de animais soltos, sem manutenção de cativeiros, sendo esses, apenas alguns exemplos à citar. 
Diante dessas novas informações, após a leitura desse post, eu espero ter plantado a sementinha da curiosidade em vocês. Desejo, que cada um busque mais informação sobre o que vem ingerindo. 
Você já se perguntou de onde vem a fruta que está alimentando seu filho? Já procurou saber quais são as frutas, legumes e verduras da estação? Como será, que frutas tão frágeis, como amoras, mirtilos e outras tantas, chegam aos mercados tão lindas, após percorrerem milhares de quilômetros vindas de outros países? Eu sei o que compõe os alimentos industrializados que consumo?  
São tantas as perguntas que devemos fazer antes de nos alimentar e alimentar a nossa família, mas poucas vezes, ou nenhuma, as fazemos. 
Considerando que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, ultrapassando a marca de consumo médio de 5,2 kg de VENENO AGRÍCOLA por habitante, estou certa de que deveríamos dar muito mais atenção a nossa alimentação do que damos em regra. 
É muito claro que a população mundial vem adoecendo cada vez mais e mais cedo. Doenças como o câncer estão dilacerando vidas e famílias. Estudos vem comprovando a relação entre o uso do pesticida GLIFOSATO e o aumento do índice de crianças diagnosticadas com autismo. Outros estudos, apontam os transgênicos como contribuintes para doenças neurológicas em crianças...são tantas evidências de que estamos mais nos envenenando do que alimentando, que eu me sinto privilegiada, por poder dividir um pouquinho da minha experiência com alimentos orgânicos.  
Existe uma máxima que diz: Nós somos o que comemos. Isso é uma grande verdade. 
A parte boa nisso tudo, é que o Brasil está se superando cada vez mais na produção de orgânicos. Segundo a COAGRE (Coordenação de Agroecologia) podemos ultrapassar 750 mil hectares de plantações orgânicas em 2016. E melhor ainda, é saber que a agricultura familiar é o principal fator para esse crescimento. Que tal contribuir para o desenvolvimento da agricultura orgânica e incentivar o consumo de alimentos orgânicos oriundos de produtores familiares?  
Eu dei meus primeiros passos nesse sentido não tem tanto tempo assim. Falando um pouco da minha vida pessoal, não foi sempre que tive consciência sobre a minha alimentação. Há sete anos atrás, quando meu primeiro filho nasceu, introduzi os alimentos orgânicos lá em casa. Iniciei pelos alimentos crus, como alface, tomate, pepino, basicamente os itens que iam na salada e as frutas. 
Eu, como a maioria das mulheres atualmente, trabalhava fora, e era difícil encontrar produtos orgânicos em qualquer lugar. Muitas vezes, a praticidade de comprar os produtos convencionais em qualquer mercado ou hortifrúti, vencia minha vontade de comprar orgânicos. 
A grande mudança mesmo veio quando eu descobri a minha segunda gravidez. A partir do nascimento da minha filha, eu realmente comecei a ler muito sobre os benefícios da alimentação orgânica, procurei conhecer melhor a origem dos alimentos que eu consumia, fui tomando consciência da minha alimentação e aos poucos fui reeducando toda a família.  
Quando a minha filha estava com 8 meses, nós fizemos uma viagem para um local sem estrutura, para que eu pudesse cozinhar ou mesmo levar as comidinhas orgânicas das crianças. Fiquei desesperada, pensando em como faria com a alimentação deles, pois naquele momento eu precisava da praticidade de uma papinha industrializada, mas não queria perder em qualidade. 
Quando já estava pronta para me render, e abrir mão da alimentação orgânica durante a viagem, uma amiga que estava viajando comigo, me apresentou ao Empório da Papinha. Foi amor à primeira vista! Comidinha orgânica, ultracongelada (processo que mantém as propriedades nutricionais mesmo após o congelamento) e feita com o mesmo amor de mãe?! Parecia um sonho! 
E foi nesse contexto, que três meses após a viagem, eu larguei tudo para trazer o Empório da Papinha para Niterói, juntamente com meus dois irmãos e sócios. Em 11 de junho de 2016 nasceu o Empório da Papinha Niterói, e a nossa maior missão é levar uma opção saudável e prática, para momentos como o que eu vivi, e para as mamães que não tem tempo de fazer elas mesmas as comidinhas dos seus filhotes no dia a dia. 
Nós acreditamos em um mundo melhor, mais justo e mais sustentável.  
Nós do Empório da Papinha não queremos apenas crescer e prosperar como empresa. Queremos contribuir para a sociedade em que vivemos, queremos dividir conhecimento, queremos espalhar a sementinha do bem, da preservação, do amor ao próximo. 
Por isso, ficamos tão felizes e lisonjeados em ter um espaço no blog do Dica de Mãe, que também tem um lindo compromisso de dividir conhecimento e partilhar amor.  
Espero que tenham gostado desse nosso primeiro bate papo sobre um pouquinho do universo orgânico. Deixem seus comentários, sugestões, dúvidas, que terei o maior prazer em escrever para vocês. 




  

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