Meu parto normal trouxe meu filho ao mundo nos EUA



Hoje, convidei a amiga Andréa Lattanzi, professora, mãe do Pedro, sócia da Baby GYM Niterói (@meubabygym.niteroi) e dona de um super IG @maternidadeemmuitostons, para contar pra gente como foi seu parto no EUA. Como foi a mudança de planos de uma parto cesárea para um parto normal. Vamos embarcar nessa história linda? 


Quando a Hamanda me convidou para escrever um post sobre o meu parto, aceitei na hora, porque há muito queria falar sobre esse assunto, apenas faltava uma oportunidade. Que bom que ela chegou!! Bom, deixa eu me apresentar. Meu nome é Andréa Lattanzi, 36 anos, mãe do Pedro, 2 anos e 9 meses.  
Quando engravidei, as dúvidas e preocupações eram intermináveis, porém confesso que o parto não me afligia muito, afinal, eu teria tempo para pensar a respeito. Mas, pensar a respeito de quê?? Eu certamente faria uma cesárea. O que eu sabia sobre o parto normal era tão somente aquilo que eu havia visto na TV ou cinema: cenas dignas de um filme de terror! Definitivamente, Pedro nasceria por meio de uma cirurgia.  
Tive uma excelente gestação, minha médica e eu estávamos muito satisfetas com o andamento das coisas. Engravidei nos EUA, onde moro há três anos. E, para desmistificar, aqui, o parto normal NÃO é obrigatório, porém é SIM o mais comum. Em torno do quinto ou sexto mês, foi chegado o momento em que a fatídica conversa precisava acontecer: a definição do plano de parto. Falei para minha médica que, na minha cultura, o “normal” era o parto cesárea e que eu tinha muito medo do parto normal. Na verdade, o que eu tinha era desconhecimento, assim como a maioria das brasileiras. Ela entendeu perfeitamente minha preocupação, me deixou à vontade para que eu decidisse o tipo de parto com o qual eu ficaria mais confortável, mas, também não exitou em dizer que eu e Pedro estávamos saudáveis e que, neste caso, não havia porque não ter um parto de maneira natural. De qualquer forma, munida das informações que ela me deu, fui para casa ciente de que eu precisava pensar a respeito e tomar uma decisão. Que decisão!!!! 
 Dia após dia, eu busquei informação, muita informação, sobre os tipos de parto e decidi: meu primeiro filho nasceria de parto normal. É claro que não foi uma decisão fácil, uma das mais difíceis da minha vida. Isso porque tudo que eu sabia até me informar de fato me desencorajava a fazê-lo. Isso vale para tudo na vida! Informe-se! Sempre! Não forme sua opinião sem informação. Sendo assim, fui ganhando confiança e a certeza de que Pedro viria ao mundo quando ele estivesse pronto. Isso contava muito para mim. E foi assim. No dia em que completaria 38 semanas de gestação, acordei às 2:00 horas com uma forte cólica. Entretanto, verifiquei que elas não aconteciam com intervalos regulares. Tentei relaxar e dormir, mas as cólicas continuavam intensas. Naquele dia, eu tinha uma consulta com minha médica perto da hora do almoço e, como o consultório era dentro do hospital onde meu filho nasceria, eu e meu marido resolvemos ir até lá para checar se estava tudo bem e depois iríamos para a consulta agendada. Chegando ao hospital, por volta de 8:00, foi constatado que eu estava em trabalho de parto, com dois centrímetros de dilatação. Fui internada e levada para a sala de parto, onde eu veria minha médica horas depois. Por volta das 13:00, eu optei por tomar a anesteseia, porém tive uma complicação (queda de pressão e desmaio) e os médicos me medicaram com uma dosagem muito pequena, apenas para que eu me mantivesse bem até a hora do nascimento. Às 23:45 do dia 7 de agosto de 2014, meu Pedro chegou aos meus braços e me fez esquecer as quase 24 horas a sua espera - o que é normal para as mulheres que estão dando à luz a seu primeiro filho. Seria hipocrisia e até mesmo, mentira, dizer que foi fácil, que não tive medo, que eu não senti dor. Não foi fácil ficar todas essas horas sem comer e ter energia para parir, eu tive muito medo, pois era meu primeiro parto e tudo desconhecido para mim e, sim, eu senti dor. Entretanto, durante o meu longo trabalho de parto, ao lado de meu marido, quem participou ativamente de todo o processo, eu busquei pensar apenas no quão eu aguardava aquele serzinho tão amado e que naquele dia eu o teria em meus braços. Foi intenso, foi especial, foi, com certeza, um momento mágico.  
 Andréa Lattanzi 
Maternidade em Muitos Tons  
@maternidadeemmuitostons 

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