A matéria do blog essa semana é dedicada ao Hotel Buhler, que foi nosso destino do último fim de semana.
Passamos dias no paraíso e vou tentar falar um pouquinho de como foi essa experiência.
O Hotel Buhler, é muito conhecido por ser conectado com natureza. Sempre conectado e visando respeitá-la e preservá-la. O Hotel Bühler, sob gestão de Norma Bühler, desenvolveu o Projeto “Lixo Mínimo”. Através da separação dos resíduos sólidos e encaminhamento destes para as cooperativas da região; pela compostagem de resíduos orgânicos; tratamento natural de 100% do esgoto gerado; e armazenamento ou preenchimento de tijolos com materiais que não podem ser reciclados ou compostados o Hotel orgulha-se de produzir quase 0% de lixo. Graças a esse projeto o hotel ganhou diversos prêmios de sustentabilidade e Dona Norma se tornou muito conhecida no setor de hotelaria, transformando o Hotel Bühler em referência em Hospedagem Sustentável.

Com essa história louvável, não poderíamos ter sido recepcionados de forma melhor! Foram acolhedores e solícitos. Fomos rapidamente encaminhados para o nosso chalé, extremamente limpo e confortável. Um chalé lindo mesmo, alto padrão. Confortável e bem localizado. Saímos para passear e digo para vocês que eu e Bento ficamos apaixonados pelo que vimos. Centros de compostagem de lixo, animais sendo bem criados, uma horta linda e gigantesca, totalmente orgânica. Para Bento foi uma grande experiência ver de onde vem o alface. Durante o caminho, placas explicando tudo nos mínimos detalhes. Há uma preocupação tão grande com o lixo que ao longo do caminho você encontra lixeiras com partes separadas para cada tipo de lixo.
Ainda passeando pelo hotel, uma área maravilhosa para as crianças, jogos para adultos e crianças, e uma piscina em meio as araucárias. Na verdade, três: uma infantil, uma adulto e uma aquecida.
Nosso passeio não terminou, e entramos na sede, jogos de xadrez, gamão e um piano que Bento amou. Lá mesmo na sede você encontra o museu da família Buhler, com toda a história da família contada com riqueza de detalhes. Na própria sede uma copa para crianças, televisão, micro-ondas, mesas e cadeiras. Tudo muito organizado.
Fomos para o quarto descansar e eu não resisti ao banho de banheira, com sais de banho especialmente deixados nos banheiros para os hóspedes. Que maravilha! O quarto bem quentinho e apesar a temperatura ir caindo um pouco, ficamos bem confortáveis. Camas maravilhosas, frigobar, mantas extras, lareiras, ar condicionado. Tudo muito organizado. Nos banheiros, aquilo que me chamou mais atenção, a forma como separam os lixos. No banheiro existe sacos específicos. Incrível isso, não?
Dia seguinte aquele café da manhã com todos os quitutes feitos no próprio hotel. Pães maravilhosos feitos com muito carinho.
Aproveitanos o dia para fazermos um mini trilha com o Bento. Pequena e segura, dentro do próprio hotel. Ele simplesmente amou, porque foi muito divertido e radical como ele mesmo fala.
Aproveitmaos para conhecer uma extensão do hotel, uma área de laser, que fica bem em frente ao hotel. Lá balanços, xadrez gigante, campo de minigolf, uma pequena hidroelétrica dentre outras várias opções de entretenimento e de relaxamento próximos à natureza. Comemos frutas do pé, inclusive. Aproveitando essa deixa para contar que o hotel tem dois projetos maravilhosos, o projeto pise na grama e o projeto gaiolas portas abertas, onde frutas são deixadas para os pássaros em gaiolas abertas.
No fim da manhã ainda conversamos com a quarta geração da família Buhler e pudemos entender mais ainda a grandiosidade da proposta do hotel.
Quase na hora do check-out, ganhamos como mimo,terra do próprio hotel, um adubo riquíssimo. Que delicadeza!

Um ponto muito importante é que hoje a propriedade do Hotel Buhler conta com 175.000 m² e 150.000 m²são de área verde, sendo somente 25.000m² deles construídos. Ou seja, é um lugar maravilhoso para curtir a natureza, se desconectar um pouco do dia a dia acelerado e relaxar!
O hotel conta com todos esses serviços:

Piscina térmica coberta
Piscina natural
Piscina semi-olímpica
Sauna seca e a vapor
Duchas naturais (literalmente quedas d’água pós sauna)
Trilhas ecológicas
Caixa orgânica (para meditação e canalização de energia)
Sala de ginástica
Quadra de tênis + equipamentos
Xadrez gigante
Totó
Parquinho para crianças
Tv a cabo e cinema
Mini Golfe + equipamentos
Campo de futebol
Pizzaria (massa incrível e sopas de entrada melhores ainda)
Espaço Viva Mauá (com terapias maravilhosas para relaxar a mente)

Mais informações você também encontra:
Mais informações sobre o Hotel Buhler
Praça Maringá s/nº – Bocaina de Minas
(24) 3387-1204 , (24) 3387-1564 , (24) 9225-1937
http://hotelbuhler.com.br/

Foram dias maravilhosos e eu tentei captar isso nas minhas fotos e nos detalhes. Mas a paz e o bem estar só mesmo você indo pra lá. 

Obrigada Hotel Buhler, foi uma maravilhosa e doce experiência.


Hotel Buhler

by on março 31, 2018
A matéria do blog essa semana é dedicada ao Hotel Buhler, que foi nosso destino do último fim de semana. Passamos dias no paraíso e...

Olha o textão hein? Mas é textão mesmo, de verdade! Então vamos lá!

Vou falar um pouco da minha pequena Isadora.

A minha vida mudou completamente com o nascimento da Isadora. A maternidade é algo que só sabe definir quem vive, quem tem um filho. Sendo gestado em si ou em seu coração.
Eu gestei Isadora, senti cada segundo ela em mim e por muitas vezes, surtava ao imaginar que ali dentro tinha uma vida!! Era algo surreal, muita responsabilidade carregar uma vida assim.
Quando ela nasceu surtei mais ainda... hahahahahaha, muito louco uma pessoinha tão frágil e dependente...uma pessoinha que acabava de conhecer mas já não saberia viver sem.
Os primeiros meses foram difíceis, mas nós mamães somos muito fodas mesmo! E conseguimos porque Deus nos capacita! A maternidade é algo divino, mesmo o filho sendo planejado ou não. Porque eu penso assim, se a pessoa tem relações sexuais e não se previne, ela assume o risco de uma gravidez.
Isadora foi crescendo! Sempre foi uma criança parceira! Estava comigo em todos os lugares, sempre foi muito simpática com todos. Um amorzinho mesmo.
Sempre evitei comparar o desenvolvimento dela com os das outras crianças, porque sei que cada criança tem o seu tempo. E esperei esse tempo.
Porém, alguns detalhes, desde bem pequena, foram se acumulando e percebi que tinha algo diferente nela. Não era nada de errado, mas sim diferente, que de repente precisasse de cuidados específicos.
Compartilho isso com vocês, mas meus olhos já estão encharcados.
Continuando, quando ela tinha aproximadamente 6 meses, Isadora não olhava pra mim, não me acompanhava com o olhar e nem respondia pelo nome. Cheguei a pensar que ela tinha problemas auditivos. Quando completou 1 ano, teve bronquiolite e fomos a um pediatra que era também homeopata. Comentei dessa situação com ele. Ele passou umas fórmulas que estimulariam a relação interpessoal. Realmente melhorou demais da conta, ela me olhava, sorria e respondia quando chamava seu nome.
Foi crescendo lindamente, e com 2 anos foi para a escola. Ela ficava bem na escola, porém no cantinho dela. Não interagia com os coleguinhas. Quando interagia eram em momentos curtos.
Detalhe que até então ela não mastigava, não ingeria alimentos sólidos bem como não tinha interesse em conhecer novos alimentos.
Bom, e também a fala não havia desenvolvido. Ela falava algumas palavras isoladas, pedia as coisas mas nada além disso. Atualmente, o vocabulário da Isadora aumentou bastante, ela fala algumas frases mas ainda não conversa. Não conta pra mim o que fez na escola, as coisas que ela gosta, essas conversas que as crianças tem.
Isadora é uma criança que não gosta de novidades. Ela foca no que conhece e tem muita resistência ao novo, aquele lance da repetição. Ela repete a mesma coisa inúmeras vezes. Lembram quando ela via o filme Turbo? Nem sei quantas vezes ela o assistiu.
Quando foi ano passado que as diferenças no comportamento ficaram mais evidentes, me levando a correr como louca em busca de um especialista.
Isadora começou a ficar agressiva sem controle, ela batia nos coleguinhas, nas professoras , em mim e em quem passasse pela sua frente. E era sem controle mesmo, não adiantava conversar, ameaçar, dar "palmadinhas". Ela não tinha controle. E pior, ainda se machucava. Batia a cabeça na parede e se arranhava. Pegava objetos e ficava batendo na parede por muito tempo ou correndo de um lado para o outro sem parar. Imaginem como fiquei né? Enlouquecida.
Eu tentando uma desistência na neuropediatra para uma consulta e os dias passando e ela nesse estado. Isadora estava perdida. Olhar perdido. Nervosa e tendo crises de ansiedade terríveis. Fiquei desesperada ao ver tudo isso acontecendo com a minha filha e pior, sem poder ou saber fazer nada pra melhorar.
A neurologista do plano só atendia 1 vez por semana, e eu, não tenho condições de arcar com consultas particulares. Precisei esperar. Neste tempo, procurei uma clínica especializada em crianças (psicólogos) particular e marquei atendimento para Isadora.
Fui à clinica, conversei com a psicóloga e marcamos o início do tratamento. Como eu ia pagar? Não sei, mas a Isadora precisava e eu tb precisava entender o que estava acontecendo. Fui à administração do meu prédio e conversei com a síndica. Expliquei a ela o que estava acontecendo e disse que ficaria sem pagar o condomínio por uns meses pois precisava pagar esse acompanhamento.
Logo em seguida consegui uma brecha na agenda na neuropediatra e Isadora foi atendida. Esta neuro, Dra Cristiane Marins Ferreira, UM ANJO DE DEUS NA TERRA, observou Isadora e imediatamente prescreveu uma medicação homeopática.
Isadora começou a tomar a medicação e foi um alívio. Ufa! Ficou mais calma, começou a interagir na escola, fazer os deveres. Ficou muitooo mais carinhosa e agradável. Parou de se machucar e não teve mais crises de ansiedade.
Nesse intervalo do primeiro vidro de remédio, ela ficou com a psicóloga, onde a mesma me dizia as dificuldades da minha pequena. Infelizmente só consegui manter o tratamento por 3 meses, mas hoje, graças a Deus, comecei novamente o acompanhamento psicológico com uma psicóloga do plano.
Isadora se tornou outra criança. Começou a desenvolver mais na escola. E devo agradecer demais à todos os profissionais do Colégio São Lucas. Acompanharam de perto os piores dias e sempre me deram suporte e otimismo que tudo ficaria bem. Isadora conseguiu desfraldar em uma semana! Que grande vitória! Até hoje os profissionais da escola me ajudam muito, me contam seus progressos e dificuldades!
Fomos à consulta de rotina a neurologista em dezembro e ela ficou bem feliz com o progresso da Isadora.
Tem poucas semanas que Isadora obteve mais um progresso: Começou a mastigar!! Sim, está comendo alimentos sólidos!! Ela agora está aprendendo a engolir! Vcs não imaginam como meu coração está cheio de gratidão a Deus pelos avanços da minha pequena.
Isadora também está fazendo Fono e lembro que a primeira vez que ela foi à essa profissional, ela ficou assustada com o estado da pequena, dizendo que eu tinha que levar a menina a um neurologista e me assustou mais ainda!! E agora no retorno, ela notou a mudança e o progresso nas atividades!
Isadora é o amor da minha vida e mesmo vivendo dias bem difíceis ao lado dela, ela não deixou em nenhum momento de ser meu anjo da guarda. Ela me ensina tudo na vida. Me ensina a viver, me ensina a valorizar as coisas certas. Somos uma da outra, para sempre!
Na semana passada fomos à nova consulta de rotina com a neurologista, onde ela finalmente deu o diagnóstico da minha pequena. Isadora é AUTISTA. Sim, dói. Dói demais ver minha pequena com algumas dificuldades e não saber o que ela sente. Dói que nem dá pra descrever. Nós todos sabemos que preferimos passar dores ao ver nossos filhos sentido dor. Então recaí sobre mim um sentimento de impotência absurdo. Confesso que chorei o dia todo nesse dia e nos outros também, mas reparem, eu não chorei por estar revoltada ou perguntando mil porquês. Não foi por isso. A dor é por não ser a super heroína que eu gostaria de ser. De poder resolver tudo e de não deixar minha filha sofrer tanto.
Desde que Isadora estava na minha barriga eu profetizo palavras de vida e vitória pra ela. Sempre disse que ela seria saudável, feliz, minha amiga, linda, que não sofreria por amor (ahahahahahahaha), sim, eu disse isso!! Falo pra ela ser esperta! O subconsciente dela anotou, tenho certeza!
Continuo a profetizar e digo mais, Isadora é completamente saudável. Ela tem umas diferenças que não a tornam incapaz em nada! Isadora é super inteligente, amorosa, uma simpatia!!!
Eu sinto dor por ser humana, me sinto muitas vezes até culpada por não fazer melhor, por não ter jeito para algumas coisas. Me sinto culpada por estar cansada demais ou por não ter toda paciência do mundo.
Mas olha, no meio de tudo isso, meu coração se enche de gratidão. Gratidão sim, pois Isadora é saudável e tudo de bom na minha vida. Gratidão por ter um emprego que me permite sair para levar ela nas consultas, que me permite ter um plano de saúde extensivo a ela e a nos sustentar com dignidade! Gratidão por estar proporcionando a ela o tratamento que ela precisa! Gratidão por poder proporcionar a ela uma boa escola e atividades extras que fazem com que ela se desenvolva. Gratidão por Isadora está nesta escola especificamente, onde nos profissionais abraçaram a causa juntamente comigo. Gratidão pelos amigos que estavam comigo e me abraçaram quando eu não tinha palavras, somente lágrimas. Gratidão por estar mais próxima da minha mãe e do meu irmão.
Então, sabe, sempre há algo de bom no meio de uma tempestade. E olha, o ser humano só aprende na dor. Não adianta dar conselho, pq a gente só aprende quando está sofrendo. Acredito que esse aprendizado seja aquele para sempre, pois eu não quero repetir velhos erros.
Nesse tempo, sinto que envelheci uns 5 anos, engordei, não sou mais loira, mas não estou neurótica com isso, pois minhas prioridades mudaram. Hoje minhas prioridades absolutas são Isadora e minha mãe. Acho que precisamos disso para nos tornarmos mais fortes. Nós três juntas. E Isadora veio ao mundo com essa missão!
Agradeço a Deus por ter feito de mim mãe e agradeço a minha Isadora por ter me escolhido. Eu não poderia ter tido uma filha melhor e mais maravilhosa. Sonhei com ela e Deus me concedeu muito além dos meus sonhos.



A sinovite transitória é uma inflamação que surge de repente em crianças entre 2 e 8 anos de idade, que faz com que ela comece a andar mancando e a reclamar de dor na perna, no joelho ou no quadril.
Nem sempre suas causas são identificadas, mas o tratamento é importante e deve ser feito com o uso de anti-inflamatórios e repouso mas por vezes, o médico pode indicar a retirada de líquido da articulação com uma injeção.
Os sintomas da sinovite transitória são:
•Dor na parte da frente de um lado do quadril, que pode afetar a coxa e o joelho, e
•Andar mancando.
O diagnóstico é feito através dos exames como raio-x e ultrassonografia. Mas para despistar outras doenças que também podem levar aos mesmos sintomas, como Legg Perthes Calvés, tumores ou doenças reumáticas, o médico pode solicitar uma ressonância magnética e a aspiração do conteúdo da articulação, sob anestesia geral.
Tratamento para a sinovite transitória
O tratamento para a sinovite transitória pode ser feito com medicamentos anti-inflamatórios e repouso indicados pelo médico, mas por vezes, a retirada de líquido do quadril ou do joelho sob anestesia, é indicada para acelerar a recuperação.
Se o tratamento for seguido corretamente os sintomas diminuem e a criança fica curada em cerca de 10 dias a 1 mês.
Causas da sinovite transitória
A principal causa da sinovite transitória é migração de vírus ou bactérias, através da circulação, para uma articulação. Assim, é comum que os sintomas se manifestem após um episódio de gripe, resfriado, sinusite ou otite, que é a infecção no ouvido.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Sinovite Transitória

by on março 28, 2018
A sinovite transitória é uma inflamação que surge de repente em crianças entre 2 e 8 anos de idade, que faz com que ela comece a andar manc...

Desde que Bento nasceu eu e todos que entram na minha casa tiram os sapatos. Mas Hamanda, você pedia? Não ficava sem jeito!? A resposta era não! Não ficava nem um pouco sem jeito. Primeiro minha família compreendeu, aderiu e depois disso os amigos. Acredito que nem todos concordam, mas respeitam nossa forma de conduzir essa situação.
Em absoluto não acho que seja certo ou errado, não julgo errado quem não conduz sua casa dessa forma, pois cada família é uma e faz seu caminho, achando suas melhores respostas.
Escrevo sobre esse tema porque ouço muitas pessoas falando que gostariam de fazer isso mas não se sentem a vontade para pedir para as pessoas tirarem os sapatos antes de entrar na sua casa. Pois bem, a melhor forma de reunir argumentos em você mesmo é abordar seus amigos e familiares,  e pensar o quanto de animais andam pelas ruas, o quanto de água contaminada, o quanto de fezes de animais, e o quanto de microorganismos podem ir para a boca do seu bebê através das mãos dele, das chupetas que se arrastam pelo chão, e o quanto isso pode aumentar a propabilidade de doenças.  Hamanda, isso é frescura, você pode me dizer, e eu vou te responder: cada família com sua forma de conduzir a vida, não é mesmo?
Em muitas culturas do mundo, como principalmente a cultura asiátia, tirar os sapatos tem haver com hábitos de higiene.
Segundo a revista Melhor com saúde, num estudo realizado em 2008 e liderado por Charles Gerba, professor de microbiologia da Universidade do Arizona, foi demonstrado que, em apenas duas semanas de uso, alguns sapatos chegaram a acumular cerca de 420 mil bactérias em sua parte externa, das quais cerca de 96% são coliformes fecais.
Explicar os reais motivos com carinho e educação podem ser uma boa saída. Colocar uma cesta do lado de fora da casa, bem grande, já sinaliza para o visitante que algo diferente existe naquela casa mesmo antes dele entrar. Óbvio que uma vez ou outra, escorregões vão acontecer, alguém vai esquecer e entrar e minha sugestão é que você não morra por isso, não dê um ataque. Fique calmo, peça para o amigo tirar os sapatos explicando os motivos e depois  limpe o chão, com calma e tranquilidade. Mas repito, sem neuras. 

Agora o próprio Bento criou o hábito de tirar os sapato assim que chega em casa. Sabe que na nossa casa não andamos com sapos sujos da rua. 

Consciência ou não, incluindo todos os nossos outros cuidados com ele, Bento nunca usou nenhum tipo de antibiótico, porque nunca teve nenhuma infecção mais complicada.

Acham que esse hábito teve influência? Bom, pra mim sim!! E para você?


É aí? Gostaram!? Mandem as dúvidas!


Os pais de recém-nascidos logo descobrem o choro de cólica, é aquele mais agudo e sofrido, em que o bebê aparenta dor e desconforto. 

As cólicas (contrações da musculatura abdominal) são naturais e esperadas, isto é, fazem parte do desenvolvimento da criança. Elas acontecem nos primeiros três meses de vida porque seu filho está se acostumando a digerir o leite e a flora intestinal dele ainda não está formada. É uma adaptação necessária para que o corpo da criança aprenda a lidar com o volume do alimento e também com os gases.
O mal-estar dura em média três meses, tempo que o organismo leva para amadurecer o mecanismo da digestão. No terceiro mês após o nascimento, o bebê completa um ciclo de 12 meses desde a fecundação, ou seja, 1 ano, contando o período de vida intrauterina. No 4° mês, a flora intestinal está formada e o cérebro e o intestino já se entendem melhor. Então, as cólicas deixam de ocorrer. Caso elas persistam por muito mais tempo, busque a orientação de um pediatra para investigar o caso. Há crianças, por exemplo, que têm refluxo, doenças inflamatórias intestinais ou alergia a proteína do leite de vaca (e a ingestão desse alimento pelas mães pode provocar dor no bebê). O consumo de fórmulas de leite não apropriadas ao recém-nascido também costuma causar cólicas. Nessas situações, cabe ao pediatra ajustar a dieta da mãe (quando houver excessos) e a dieta do bebê, se não estiver adequada.
 
Veja alguns sinais básicos para identificar o problema:
*O bebê chora sem parar
*Você já o alimentou, trocou a fralda, verificou se não era frio ou calor, e mesmo assim seu filho continua chorando
*Ele se contorce e flexiona as perninhas em direção ao abdome
 * A barriga fica endurecida
*O rosto fica avermelhado
*As mãos ficam com os punhos fechados
*A expressão do rosto é de dor e sofrimento
Mantenha-se tranquilo para poder aclamar a criança.
*Dê colo e carinho para o bebê na hora do choro.
*Deite-o de bruços e embale-o nos braços.
*Coloque a barriguinha dele em contato com o seu abdome: calor e aconchego ao mesmo tempo são imbatíveis!
*Esquente um pano a ferro ou opte por bolsa de água quente. Tome cuidado para não esquentar demais e nunca encoste a superfície quente direto na pele da criança. Envolva-a em um pano. Em lojas de artigos para bebês há bolsas térmicas de gel.
*Fique com o seu filho em um ambiente aconchegante, à meia luz e, se puder, coloque uma música relaxante.
*Apesar de o peito acalmar a criança, evite amamentá-la, pois a sucção estimula as contrações intestinais, o que agrava as dores.
*Massagens circulares em sentido horário no abdômen e ao redor do umbigo ajudam a soltar os gases. Passe a mão com um pouquinho de óleo próprio para bebês ou de amêndoa. Isso aquece o local e acalma o bebê.
*Exercícios com as pernas também contribuem para diminuir as dores e soltar gases. Deite o bebê de costas e flexione as suas perninhas sobre o abdome.

É possível utilizar produtos para aliviar o desconforto, desde que eles sejam prescritos pelo pediatra do seu filho. Os probióticos, por exemplo, à base de lactobacilos, costumam diminuir a dor porque contribuem com a formação da flora intestinal do bebê. Também há medicamentos específicos, os antiespasmódicos, que podem ajudar. Mas lembre-se: o pediatra é quem deve receitá-los e orientar como usar.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ

Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Cólicas nos bebês

by on março 22, 2018
Os pais de recém-nascidos logo descobrem o choro de cólica, é aquele mais agudo e sofrido, em que o bebê aparenta dor e desconforto.  As có...

Conversei com uma grande amiga de uma amiga, a Márcia Naomy, mãe da maravilhosa Giulia Naomy, que tem síndrome de Down. Sempre convivi com Giulia e quando penso nessas pessoas especiais sempre penso nela e por isso nesse dia tão especial pedi para Márcia nos contar um pouco sua história com a incrível Giulia.

Surpresa minha filha tem Síndrome de Down (SD)!

Gravidez um estado interessante!! E de repente, mais que de repente, eu estava grávida!!! (Surpresa!!)
Com uma gestação tranquila, exames  do pré-natal, como manda o figurino e dentro dos padrões de normalidade, até então. Com 36 semanas gestacionais, partimos da obstetra para a maternidade pois Giulia Naomy estava apresentando um quadro de hipoxia (baixa oxigenação). Em meio à imensa ansiedade e expectativa para receber a minha bebê "Johnson", um silêncio toma conta do centro cirúrgico, e eu completamente alienada pela anestesia e extasiada de tanta emoção, não me dei conta de que algo estava acontecendo. Todos da equipe médica se questionavam, entreolhares em dúvida e receosos...seria mesmo uma criança SD? Afinal a mãe é descendente de oriental e os primeiros exames da Giulia foram normais!!! Como falar com os pais? Perguntaram-se.
E meu mundo, em questão de segundos desabou!! Ainda "grogue" pensei: E agora??? Veio um mix de sentimentos, negativos e positivos, um medo covarde, que graças a Deus, e digo mesmo, foi graças a Deus que ganhei esse presente, por que ela é muito mais que um bebê "Johnson", ela é verdadeiramente ESPECIAL!!! Assim como todos os PNEs (Portadores com necessidades especiais) são!!! Não foi fácil e não é!!! Mas até para os ditos normais é complicado!!! Procuramos, eu e meu marido, sempre educar e tratá-la normalmente.
Hoje Giulia Naomy tem 18 anos, sou suspeita pra falar né, mas posso dizer que é uma adolescente popular!!! rsrs Muito querida por todos, deixando seu amor por onde passa. Ama dançar e cantar, inclusive é a "rainha" (como ela se intitula) da banda que o pai toca com os amigos. Faz teatro, dança, vive no celular e na internet, como uma jovem da idade dela, ou melhor, quase igual rsrs. Namorar nem pensar pq a mãe é ciumenta, só aos 25 anos, quem sabe!? Ah sim, ela vai também à escola, mas existe o lado crítico de ser especial, que é o de achar uma escola que dê a assistência à qual por lei os PNEs têm direito e isso é papo para outro momento. Nem tudo são flores. Ela tem sonhos, muitos sonhos, ser apresentadora de telejornal, ir a Disney, tocar bateria e violino, e por aí vai!!!  A trissomia do 21 que caracteriza a Síndrome de Down, esse cromossomo extra deveria ser chamado de o cromossomo do AMOR!!! E "Down" trocado por "Up"!!! Rsrs

Parabéns a todas as mamães e papais pelo presente!!!

E digo de verdade: Ser diferente é ser normal ❤️
Amor e Respeito é o que a humanidade precisa.

Dia Internacional da Síndrome de Down

Um grande amigo me sugeriu essa pauta e eu resolvi falar sobre o tema.

Sou enfermeira mas não vou abordar o assunto de forma científica. Farei alguns pequenos registros sobre as explicações da ciência mas vou falar mesmo da vida real.

O bebê nasceu né? Opa! Tudo bem! Certo? Bom, para muitas mulheres, sim tudo bem, mas para a maioria a vida vai virar um pouco de cabeça pra baixo. E ainda tem o sexo? Mas vamos lá! Só uma questão de ajuste. Talvez sim, talvez não!

Quando chegamos em casa, em um primeiro momento pensamos que nada mais voltará para o lugar. As coisas demoram um pouco até entrar nos eixos, mas acaba entrando. O sexo também está entre as coisas que vão  entrar nos eixos.

Logo após o parto, existe uma orientação médica para que não haja relação sexual por quarenta dias, tempo esse estimado para que aconteça todo período de cicatrização do pós parto.

Passado esse tempo você pensa, ah tudo normal. Bom ainda não é bem assim também. Quando amamentamos, produzimos um hormônio chamado prolactina, que é responsável pela produção de leite materno. Ao passo que produzimos mais prolactina, não ouvulamos, e por consequência não sentimos tanta vontade de termos relação sexual. Essa é a explicação científica. Mas e a vida real?

Bom, na vida real é que não sentimos vontade alguma. Pelo menos, uma grande parcela das mulheres não sentem. Não há mal nenhum em falar isso, ou tocar no assunto. Na verdade é a única forma de esclarecermos o assunto e ajudar a outras mães.

Todo o nosso mundo se volta para criar o bebê, para dar conta da amamentação, da produção de leite, de colocar para arrotar, de dar conta das cólicas e das primeiras vacinas. São poucas horas de sono e muita demanda materna. Ainda assim você deveria ter muita vontade de ter relação sexual? Não! Não deveria. A menos que realmente você sinta vontade, você não "deve" nada. O cansaço é tão grande, que não sobra muito pensamento no sexo. E não é pecado, viu?

Por um bom tempo isso vai acontecer e é importante que não se sinta culpada por nada disso, mas que dentro do possível, procure essa conexão com seu parceiro, nem que seja a de um gesto carinhoso ou uma conversa durante o jantar.

Depois de algum tempo, as coisas vão se ajustando, o cansaço sempre vai existir, mas acredite, você vai até se acostumar. Por isso é importante aos poucos, lembrar da relação de vocês! Lembrar sim, porque por um tempo você pode de verdade, até esquecer. Então um bom papo, carinhos, jantares, música pode ajudar nessa aproximação natural.

Para finalizar o assunto, vem a questão do corpo. Realmente para muitas mulheres não é fácil ter um corpo modificado. Pra mim não foi. Isso mexe muito com a nossa autoestima, uma gordurinha a mais, leite pingando do peito, não? Comigo mexeu, mas devagar você se esforça para voltar ao seu corpo e se acostumar a suas novas formas e marcas. O mais importante não é estar magra, é se sentir bem com você mesma. Aí sim, você consegue também ter uma boa relação com a sexualidade. Pra mim até hoje, não é muito fácil novas formas, mas eu sigo me reinventando a cada dia. Busco autoestima numa pele bonita, em um cabelo tratado, num bom sorriso e corro atrás do prejuízo na academia.

Não se sinta mal por não sentir vontade de ter relação sexual, não se sinta diferente ou estranha, porque é muito normal. Converse com seu parceiro, seja sincera e tente dar carinho a ele na medida do seu possível e lembre que devagar tudo entra nos eixos.

Busque ajuda com sua ginecologista para maiores esclarecimentos.

E aí? Gostou? Mandem suas dúvidas!


          Crianças saudáveis que frequentam creches tem 10 vezes mais chances de contraírem doenças comuns da infância, especialmente as menores de 2 anos de idade.

            A “crechite” é definida como episódios frequentes e recorrentes de infecções: resfriados comuns, bronquiolites, faringites, conjuntivites, gastroenterites, otites e até mesmo pneumonias. Estas infecções têm um impacto social e econômico importante na sociedade e nas famílias. Estes pquadros podem ser prolongados gerando grande ansiedade aos pais e idas aos serviços de emergência em busca de rápida resolução.

            A creche é necessária para muitas famílias que trabalham. Mais de 50% das mulheres brasileiras trabalham fora e destas 60% têm filhos que frequentam creches.

 

            As infecções mais comuns:

 

•         Infecção viral do trato respiratório – É a principal infecção adquirida na creche.

Crianças que frequentam creches têm 50% mais chances de adquirirem infecções respiratórias quando comparadas às que ficam em casa.

A maioria destas infecções são autolimitadas, mas não estão livres de complicações.

 

            A prevenção pode ser realizada com diminuição do número de crianças por turma, limpeza regular dos brinquedos de uso comum, práticas adequadas de higiene dos cuidadores, principalmente os que cuidam de menores de 1 ano. A lavagem das mãos é a forma mais importante de prevenção.  Para as crianças de 1 a 3 anos, esta prevenção fica mais difícil pelo comportamento de exploração do ambiente e da grande relação de troca e de intimidade entre eles nesta faixa etária.

 

•         Infecções gastrointestinais – A diarréia infecciosa é a segunda infecção mais comum adquirida na creche. A maioria ainda não possui controle esfincteriano o que torna mais fácil a disseminação dos germes.

A transmissão ocorre por contato com perdigotos (pessoa-pessoa) ou com as fezes contamidadas.

A lavagem das mãos é a forma mais eficaz de prevenção.

 

            O que fazer para reduzir os casos de “crechite”:

 

1.      Vacinação

2.      Medidas de higiene adequadas

3.      Treinamento e informação aos funcionários das creches: lavagem das mãos e uso de ácool gel.

4.      Evitar disseminação dos vírus – criança doente não pode frequentar creche.

 

            Vantagens de se contrair “crechite”:

 

            Estudos evidenciam que as crianças que frequentam creches maturam mais rapidamente seu sistema imune, diminuindo infecções e doenças alérgicas futuras.

            Não desanime! Mesmo as crianças ficando frequentemente doentes, não existem evidências de que isto cause qualquer problema no futuro. Esqueçam da possibilidade de problemas no sistema imunológico. As infecções em sua maioria são benignas e autolimitadas. O seu número é elevado devido à convivência com tantas outras crianças de sua idade e não a distúrbios de imunidade. Após o terceiro ano da creche, a frequência de doenças é similar aquelas que ficam em casa.

Christine Tamar
Pediatra e Pneumologista infantil
Mestre em Pediatria pela UFF
MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Uma das coisas que mais ouvia era que quando seu filho nasce, nasce um amor avassalador. Que bacana para quem sentiu isso, eu não senti. Depois conversando com outras pessoas, as mesmas relatavam as mesmas situações. Só que ninguém fala sobre isso e você se sente um ET.
O bebê nasce e você sente, no meu caso, um amor ainda discreto, contido. Você quer cuidar, proteger, abraçar, mas aquele amor de tirar o fôlego, que muitas mães relatam, eu não senti de cara e tinha até medo de falar sobre isso. Mas é uma fase muito nova, seu corpo está se recuperando do período gestacional, os hormônios se equalizando, você não dorme mais, está se entendo com o leite materno, o bebê está se adaptando fora da barriga, tá aprendendo a respirar, e vocês dois se conhecendo um pouco melhor. Na verdade, vocês já se conhecem há tempos, mas agora as situações são diferentes e vocês estão também se adaptando a isso. No meio disso tudo, com algumas privações você acha que vai sentir um amor descomunal e muitas vezes não sente.
Hoje entendo que isso é super normal, você é uma pessoa como outra qualquer e apesar de todo instinto materno, também está aprendendo a amar toda aquela nova situação, entendendo aquele amor novo, aquela criança linda, totalmente dependente de você. Você por horas fica meio perdida no meio do pequeno caos que se forma com a chegada do pequeno, até se questiona, gente o que fiz, mas em seguida olha para aquela criatura mágica e devagar vai se apaixonando. Penso que os sentimentos maiores vão aumentando e se delineando a cada dia, com três quatro meses são de fato, avassaladores e só aumentam, pois aumenta sua segurança como mãe, as fases dos choros por cólicas vão melhorando, aumenta a interação mãe e bebê e tudo parece que vai se encaixando. Surge então um espaço maior para esse tal amor falado brotar. Não se cobre tanto, não exija tanto de você, são tantas mudanças, respeite seu tempo e o tempo do bebê, não ache que você é igual as outras mulheres, e então se respeite e não se corrompa. Tudo ao seu tempo vai se encaixar e não há mal algum em se sentir meio perdida no início e ainda não achar o amor das capas de revistas, pois elas são só capas de revistas. Vida real e maternidade real é outra coisa, pode tanto acontecer esse amor avassalador no primeiro dia como no trigésimo dia e não se cobre por isso. O laço que se forma é invisível, porém forte e duradouro, e ele pode vir devagar mas de forma consistente.
Por fim, tenham certeza que a maternidade vale muito mas muito a pena e que será uma das melhores, se não a melhor coisa que fez na vida, a diferença é que você não é obrigada a descobrir isso no primeiro dia.
Para as recém mamães e futuras mamães, leveza e respeito a você mesma. Guardem isso! O resto vai se encaminhar e ficará tudo bem!
A maternidade é um presente!

Perguntas!? Mandem pra mim!

Temos tido muitos casos de conjuntivites nesse final de fevereiro e início de março de 2018,na emergência e consultorio, afetando famílias inteiras, então faz se necessário um breve relato informativo para prevenção e diminuição da disseminação desta doença!

Fica de olho no post abaixo!

A conjuntivite é uma infecção ou inflamação na conjuntiva dos olhos, que os deixa muito vermelhos e surgem sintomas como lacrimejamento, coceira e secreção. Pode afetar apenas um olho, ou os dois, e pode ou não ser contagioso, dependendo do tipo de conjuntivite.

Existem três formas de conjuntivite, divididas de acordo com a sua origem:

1. Conjuntivite infecciosa
A conjuntivite infecciosa é transmitida por vírus, fungos ou bactérias que infectam a membrana que reveste o olho, causando dor, vermelhidão e secreção. Este é um tipo de conjuntivite muito contagiosa e pode afetar apenas um ou ambos os olhos. São muito comuns no verão.
A conjuntivite bacteriana é aquela que gera sintomas mais intensos, e produz secreções mais espessas, amareladas e abundantes do que a conjuntivite viral, em que as secreções são mais esbranquiçadas. Neste caso, o médico pode prescrever um colírio ou pomada com antibiótico.

2. Conjuntivite alérgica
A conjuntivite alérgica é a mais comum e geralmente afeta ambos os olhos, sendo provocada por substâncias que provocam alergia, como por exemplo pólen, pêlos de animais ou poeira da casa. Geralmente afeta pessoas susceptíveis a alergia como em casos de rinite ou bronquite.
Este tipo de conjuntivite não é transmissível e ocorre mais vezes na primavera e no outono quando há muito pólen espalhado pelo ar, podendo, por isso, ser tratada com um colírio anti-alérgico.

3. Conjuntivite tóxica
A conjuntivite tóxica é uma irritação causada, normalmente, por produtos químicos, como por exemplo a tinta do cabelo, produtos de limpeza, exposição a fumaça do cigarro ou a pequenos objetos que ficam presos no olho, assim como pelo uso de certos medicamentos. 
Nestes casos, os sinais e sintomas como olhos lacrimejando ou vermelhidão, normalmente desaparecem de um dia para o outro, apenas com lavagem com soro fisiológico, sem que seja necessário tratamento específico, somente evitando o contato com tais substâncias.

Como saber que tipo de conjuntivite tenho?

A melhor forma de identificar o tipo de conjuntivite, é consultar o médico, pois ele é capaz de identificar o agente causador da conjuntivite ao observar o paciente e os sintomas da doença, que são ligeiramente diferentes em relação à intensidade. Até saber o diagnóstico, deve-se prevenir o contágio com alguns cuidados.
Os cuidados para não passar conjuntivite devem ser seguidos com disciplina pelos indivíduos infectados, uma vez que esta é uma doença de fácil transmissão. Os principais cuidados que o individuo deve ter são:
•Lavar bem  e frequentemente as mãos.
• Evitar esfregar os olhos com as mãos.
• Não frequentar ambientes fechados e com muita gente enquanto estiver infectado (escolas, festas, transportes públicos).
• Evitar apertos de mãos, abraços e beijos.
• Usar gases ou lenços de papel para higienizar os olhos e descartar os materiais imediatamente após o uso.
• Não compartilhar lentes de contato, óculos ou maquiagem.
• Separar seu travesseiro, e trocar a fronha frequentemente.
• Separar seu sabonete, e não compartilhá-lo com mais ninguém.

As conjuntivites virais da as mais comuns em nosso meio, cerca de 95%, os vírus mais comuns são os mesmos que também afetam as vias respiratórias, sendo o adenovírus o mais agressivo entre eles.
Esse tipo de conjuntivite começa em um olho e, de 1 a 2 dias, já é transmitida para o outro olho. Como todo quadro viral, a doença é curada sozinha, entre 7 a 10 dias , sem a necessidade de tratamento específico. Somente para alívio dos sintomas.
O contágio pode ser feito durante todo o tempo em que o olho estiver vermelho.

A segunda causa mais comum, são as bacterianas.
A transmissão se dá através do contato entre secreções, sendo que uma delas precisa estar contaminada. Na conjuntivite bacteriana é necessário o contato pessoal para que a transmissão seja feita. Dividir toalhas e roupas de cama pode ser um fator de risco.
Apesar da conjuntivite ocorrer nos olhos, a secreção pode estar por todas as  partes da pele e apenas um toque é o suficiente para infectar outra pessoa.

Como tratar a conjuntivite
O tratamento da conjuntivite depende da sua causa, podendo ser receitados colírios lubrificantes como lágrimas artificiais, colírios ou pomadas com antibiótico e anti-histamínicos para aliviar os sintomas. No entanto, durante o tratamento, podem ainda ser tomadas outras medidas para aliviar os sintomas, como: 
•Evitar a exposição à luz solar ou luz intensa, usando sempre que possível, óculos de sol;
•Lavar regularmente os olhos com soro fisiológico, de forma a eliminar as secreções;
•Lavar as mãos antes e depois de tocar nos olhos ou de aplicar colírios e pomadas; 
•Colocar compressas frias nos olhos fechados;
•Evitar usar lentes de contacto;
•Trocar toalhas de banho e de rosto a cada utilização;
•Evitar a exposição a agentes irritantes, como fumaça ou poeira;
•Evitar frequentar piscinas.

Christine Tamar
Pediatra e Pneumologista infantil
Mestre em Pediatria pela UFF
MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN


Eu queria algo muito diferente para o dia internacional da mulher. Queria falar sobre uma mulher de inspiradora. Temos muitas mulheres assim ao nosso redor, mas acho que as mulheres da Síria, tem um algo a mais para superar tantas dificuldades. Foi então que dei uma de jornalista e fui atrás dessa mulher. Buscava uma mulher refugiada em nosso país, queria ouvir dela como é ser uma mulher em um país em guerra o tempo todo, como fez para superar as grandes dificuldades, que não são as unhas quebradas, o trânsito que está ruim, o cabelo que não está hidratado, ou o filho respondão. Procurei e achei Razan Suliman, uma jovem de 28 anos que saiu da Síria em busca de paz.
Razan vivia na Síria com sua família, até perder alguns familiares na guerra. Então sua mãe a orientou a sair do país. Razan, pegou todo o dinheiro que tinha e conseguiu seu visto para ir para França. Mas na hora do embarque teve a ida para França negada, com a informação de que o país não estava mais recebendo refugiados. Muito chateada, conversou com seu marido e resolveram vir para o Brasil. Aqui no Brasil, o marido da Razan, começou a trabalhar, mas ganhava muito pouco. Foi então que uma vizinha de Razan a emprestou a senha do Wi-Fi para que ela falasse com a família. Em troca, em sinal de gentileza e gratidão, Razan fez esfirras para agradecer. Sobrou uma quantidade enorme e a vizinha de Razan colocou num grupo de WhatsApp. Todas foram vendidas e a informação foi se espalhando e ela cada vez mais com encomendas. Logo percebeu de precisaria de uma geladeira, ou freezer, mas não tinha. Uma amiga colocou no Facebook e ela ganhou por doação. A partir desse momento as encomendas foram aumentando e isso não parou mais e hoje eles vivem de fazer comida árabe sob encomenda.

Vasculhei e consegui achar uma forma de falar com Razan. Conversamos pelo telefone e ela aceitou o convite para essa matéria no blog. Pude fazer algumas perguntas e foi incrível ouvir sua história.

Perguntei a Razan por que ela saiu do seu país na época? Por que exatamente saiu.

Razan:

 Saí  pra rua e aconteceu eu ver pessoas mortos e estado islâmico pegou um dia preso meu marido pra cortar dedos dele porque ele fumava cigarros. 

Perguntei como ela foi recebida no Brasil.

Razan:

Fui bem recebida e povo ajuda eu muito.

Perguntei se ela achava que o fato de ser mulher havia dificultado as coisas pra ela. 

Razan:

 Sim porque que eu aprendi em meu país que mulher não pode ficar livre em falar e fazer que ela quer. Quando cheguei aqui fiquei com medo também mas eu conheci amigas me ensinou que mulher aqui livre aí eu queria também fiquei atrás até conseguir e fazer tudo dentro meu limite da religião primeiro e da minha família.

Perguntei a Razan quais eram os maiores desejos dela atualmente. 

Razan:

Ter minha família perto e meus filhos e vida boa pra agente aqui e estabelecer a vida sempre aqui.

Perguntei a Razan quais eram os sonhos dela para as mulheres do mundo.

Razan:

Pra ficar mais forte e nunca volta pra atrás e sempre ter fé que agente mesmo mulher vai conseguir tudo.

Razan é um doce de pessoa, foi muito solícita e educada. Sua história é realmente inspiradora e foi pra mim incrível poder construir essa matéria com tanto carinho. Trazer uma realidade diferente da nossa e me fazer inclusive refletir. Uma mulher forte que não se deixou abater nem diante das maiores das dores. Ela representa pra mim essa mulher! Essa mulher que merece um dia para ser dela! Pra chamar de internacional dia da mulher!

Razan mora em São Paulo e você pode encomendar as comidas Árabes mais gostosas fazendo contato com ela pelo Facebook : Razan Comida Árabe.