O amor vai crescer junto com vocês

Uma das coisas que mais ouvia era que quando seu filho nasce, nasce um amor avassalador. Que bacana para quem sentiu isso, eu não senti. Depois conversando com outras pessoas, as mesmas relatavam as mesmas situações. Só que ninguém fala sobre isso e você se sente um ET.
O bebê nasce e você sente, no meu caso, um amor ainda discreto, contido. Você quer cuidar, proteger, abraçar, mas aquele amor de tirar o fôlego, que muitas mães relatam, eu não senti de cara e tinha até medo de falar sobre isso. Mas é uma fase muito nova, seu corpo está se recuperando do período gestacional, os hormônios se equalizando, você não dorme mais, está se entendo com o leite materno, o bebê está se adaptando fora da barriga, tá aprendendo a respirar, e vocês dois se conhecendo um pouco melhor. Na verdade, vocês já se conhecem há tempos, mas agora as situações são diferentes e vocês estão também se adaptando a isso. No meio disso tudo, com algumas privações você acha que vai sentir um amor descomunal e muitas vezes não sente.
Hoje entendo que isso é super normal, você é uma pessoa como outra qualquer e apesar de todo instinto materno, também está aprendendo a amar toda aquela nova situação, entendendo aquele amor novo, aquela criança linda, totalmente dependente de você. Você por horas fica meio perdida no meio do pequeno caos que se forma com a chegada do pequeno, até se questiona, gente o que fiz, mas em seguida olha para aquela criatura mágica e devagar vai se apaixonando. Penso que os sentimentos maiores vão aumentando e se delineando a cada dia, com três quatro meses são de fato, avassaladores e só aumentam, pois aumenta sua segurança como mãe, as fases dos choros por cólicas vão melhorando, aumenta a interação mãe e bebê e tudo parece que vai se encaixando. Surge então um espaço maior para esse tal amor falado brotar. Não se cobre tanto, não exija tanto de você, são tantas mudanças, respeite seu tempo e o tempo do bebê, não ache que você é igual as outras mulheres, e então se respeite e não se corrompa. Tudo ao seu tempo vai se encaixar e não há mal algum em se sentir meio perdida no início e ainda não achar o amor das capas de revistas, pois elas são só capas de revistas. Vida real e maternidade real é outra coisa, pode tanto acontecer esse amor avassalador no primeiro dia como no trigésimo dia e não se cobre por isso. O laço que se forma é invisível, porém forte e duradouro, e ele pode vir devagar mas de forma consistente.
Por fim, tenham certeza que a maternidade vale muito mas muito a pena e que será uma das melhores, se não a melhor coisa que fez na vida, a diferença é que você não é obrigada a descobrir isso no primeiro dia.
Para as recém mamães e futuras mamães, leveza e respeito a você mesma. Guardem isso! O resto vai se encaminhar e ficará tudo bem!
A maternidade é um presente!

Perguntas!? Mandem pra mim!

Um comentário:

  1. Como foi bom ler essa matéria . Todos os dias fico pensando aonde está esse amor que não surgiu na sala de parto ? Deveria , já que queria tanto ser mãe e cheguei a fazer FIV . Luiza está com 37 dias estou no meio do furacão esperando esse amor incondicional chegar !

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