Essa semana escolhi falar um pouco da fase oral dos bebês, queixa que recebi com frequência das mamães lá no consultório e então estudando mais sobre o assunto fiz esse resumo legal para vocês! Notem que está muito relacionado ao desenvolvimento psicossexual!

As 5 fases do desenvolvimento psicossexual segundo Freud.

O que é desenvolvimento psicossexual para Freud?

A teoria do desenvolvimento psicossexual foi proposta pelo famoso psicanalista Sigmund Freud e descreveu como a personalidade era desenvolvida ao longo da infância. Embora a teoria seja bem conhecida na psicanálise e na psicologia, é também uma das mais controversas.
Então como é que esta teoria psicossexual funciona? Freud acreditava que a personalidade era desenvolvida através de uma série de estágios de infância em que as energias da busca do prazer do ID tornam-se focadas em determinadas áreas erógenas. Esta energia psicossexual, ou libido , foi descrita como a força motriz por trás do comportamento.
A teoria psicanalítica sugeriu que a personalidade é mais estabelecida aos cinco anos de idade. As primeiras experiências desempenham um grande papel no desenvolvimento da personalidade e continuam a influenciar o comportamento mais tarde na vida.
Então o que acontece durante cada estágio de desenvolvimento psicossexual? E se uma pessoa não consegue progredir através de um estágio completamente ou favoravelmente? Se essas etapas psicossexuais são concluídas com êxito, uma personalidade saudável é o resultado. Se certas questões não são resolvidas na fase adequada, fixações podem ocorrer. A fixação é um foco persistente em um estágio psicossexual. Até que este conflito seja resolvido, o indivíduo mantém-se “preso” nesta fase. Por exemplo, uma pessoa que está fixada na fase oral pode ser mais dependente dos outros e pode buscar estimulação oral através de fumar, beber ou comer.

As 5 fases do desenvolvimento psicossexual para Freud
1 –  O Estágio Oral
▪Faixa etária: Nascimento – 1 Ano
▪Zona erógena: Boca
Durante o estágio oral, a fonte primária de interação do lactente ocorre através da boca, de modo que o enraizamento e reflexo de sucção é especialmente importante. A boca é vital para comer e a criança obtém prazer da estimulação oral por meio de atividades gratificantes, como degustar e chupar. A criança é totalmente dependente de cuidadores (que são responsáveis pela alimentação dela), e também desenvolve um sentimento de confiança e conforto através desta estimulação oral.
O conflito principal nesta fase é o processo de desmame – a criança deve tornar-se menos dependente de cuidadores. Se ocorrer a fixação nesta fase, Freud acreditava que o indivíduo teria problemas com dependência ou agressão. Fixação oral pode resultar em problemas com a bebida, comer, fumar ou roer as unhas.

2 – Estágio Anal
▪Faixa Etária: 1 a 3 anos
▪Zona erógena: Entranhas e controle da bexiga
Durante a fase anal, Freud acreditava que o foco principal da libido estava no controle da bexiga e evacuações. O grande conflito nesta fase é o treinamento do toalete – a criança tem de aprender a controlar suas necessidades corporais. Desenvolver esse controle leva a um sentimento de realização e independência.
De acordo com Freud, o sucesso nesta fase é dependente da maneira com que os pais se aproximam no treinamento do toalete. Os pais que utilizam elogios e recompensas para usar o banheiro no momento oportuno incentivam resultados positivos e ajudam as crianças a se sentir capazes e produtivas. Freud acreditava que experiências positivas durante este estágio servem de base para que as pessoas tornem-se adultos competentes, produtivos e criativos.
No entanto, nem todos os pais fornecem o apoio e encorajamento que as crianças precisam durante este estágio. Alguns pais vão punir com ridicularização ou vergonha os acidentes das crianças.
De acordo com Freud, as respostas parentais inadequadas podem resultar em resultados negativos. Se os pais levam uma abordagem que é muito branda, Freud sugeriu que poderia se desenvolver uma personalidade anal-expulsiva, em que o indivíduo tem uma personalidade confusa ou destrutiva. Se os pais são muito rigorosos ou começam o treinamento do toalete muito cedo, Freud acreditava que uma personalidade anal-retentiva se desenvolveria, na qual o indivíduo é rigoroso, ordenado, rígido e obsessivo.

3 – A fase fálica
1Faixa etária: 3 a 6 anos
2Zona erógena: Genitais
Durante a fase fálica, o foco principal da libido é sobre os órgãos genitais. Nessa idade, as crianças também começam a descobrir as diferenças entre machos e fêmeas.
Freud também acreditava que os meninos começam a ver seus pais como rivais pelo afeto da mãe. O complexo de Édipo descreve esses sentimentos de querer possuir a mãe e o desejo de substituir o pai. No entanto, a criança também teme ser punida pelo pai por estes sentimentos, um medo que Freud denominou de angústia de castração.
O termo complexo de Electra tem sido usado para descrever um conjunto semelhante de sentimentos vivenciados pelas jovens. Freud, no entanto, acredita que as meninas, em vez disso experimentam a inveja do pênis.
Eventualmente, a criança começa a se identificar com o genitor do mesmo sexo como um meio de vicariamente possuir o outro progenitor. Para as meninas, no entanto, Freud acreditava que a inveja do pênis não foi totalmente resolvida e que todas as mulheres continuam a ser um pouco fixadas neste estágio. Psicólogos como Karen Horney contestam esta teoria, chamando-a de um tanto imprecisa e degradante para as mulheres. Em vez disso, Horney propôs que os homens experimentam sentimentos de inferioridade porque eles não podem dar a luz à filhos, um conceito à que ela se referiu como inveja do útero.

4 – O período de latência
▪Faixa etária: 6 anos – puberdade
▪Zona erógena: sentimentos sexuais são inativos
Durante o período de latência, os  interesses da libido são suprimidos. O desenvolvimento do ego e superego contribuem para este período de calma. O estágio começa na época em que as crianças entram na escola e tornam-se mais preocupadas com as relações entre colegas, hobbies e outros interesses.
O período de latência é um tempo de exploração em que a energia sexual ainda está presente, mas é direcionada para outras áreas, como atividades intelectuais e interações sociais. Esta etapa é importante para o desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação e autoconfiança.

5 – O Estágio Genital
▪Faixa etária: Puberdade à Morte
▪Zona erógena: Amadurecendo de Interesses Sexuais

Durante a fase final de desenvolvimento psicossexual, o indivíduo desenvolve um forte interesse sexual no sexo oposto. Esta fase começa durante a puberdade, mas passa por todo o resto da vida de uma pessoa.
Em fases anteriores, o foco foi exclusivamente nas necessidades individuais, porém o interesse pelo bem estar dos outros cresce durante esta fase. Se as outras etapas foram concluídas com êxito, o indivíduo deve agora ser bem equilibrado, tenro e carinhoso. O objetivo desta etapa é estabelecer um equilíbrio entre as diversas áreas da vida.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

FASE ORAL DO BEBÊ

by on abril 29, 2018
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Todas nós, mães queremos oferecer o que há de mais saudável para nossos filhos comerem e, assim, colaborar para a saúde deles no futuro, não é mesmo? Mas existe outro momento que pode influenciar a saúde da criança a longo prazo: a fecundação!

A influência do ambiente intrauterino no desenvolvimento fetal e na saúde dos filhos a longo prazo foi inicialmente proposta por Freinkel em 1980. Desde lá, muitos estudos demonstraram que não só o desenvolvimento e o funcionamento da placenta, mas também a expressão dos genes do feto, são influenciados pela nutrição materna no momento da fertilização. Uma má alimentação nesse periodo influencia, portanto, a saúde futura da criança.

Indivíduos expostos a um ambiente intrauterino com excesso de glicose tem risco aumentado de obesidade, síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2 e modificações na expressão dos genes parecem ser as  responsáveis por tais associações. 

De certa forma, o impacto da saúde materna e paterna na trajetória de desenvolvimento do feto e, em última instância, na saúde da criança mostra que a parternidade começa antes da concepção. Esses dados defendem fortemente o início de programas para melhorar a nutrição e a saúde materna antes da concepção.
Comer melhor = mais saúde para você e para a sua família!

Referências:
1)FREINKEL, N. Banting Lecture 1980: Of pregnancy and progeny. Diabetes, v. 29, n. 12, p. 1023-1035,  1980. ISSN 0012-1797. 
2)EL HAJJ, N.  et al. Epigenetics and life-long consequences of an adverse nutritional and diabetic intrauterine environment. Reproduction, v. 148, n. 6, p. R111-R120,  2014. ISSN 1470-1626.
3)VRACHNIS, N.  et al. Impact of maternal diabetes on epigenetic modifications leading to diseases in the offspring. Experimental diabetes research, v. 2012,  2012. ISSN 1687-5214.
4)GE, Z.-J.  et al. Maternal diabetes mellitus and the origin of non-communicable diseases in offspring: the role of epigenetics. Biology of reproduction, v. 90, n. 6, p. 139,  2014. ISSN 0006-3363.
5)Wu G, Imhoff-Kunsch B, Girard AW. Biological mechanisms for nutritional regulation of maternal health and fetal development. Paediatr Perinat Epidemiol 2012;26 Suppl 1:4–26
6)Lane M, Robker RL, Robertson SA. Parenting from before conception. Science 2014;345:756–60.

Muito se fala sobre a bomba elétrica para extração de leite. Há quem seja fã, há quem não seja mas a minha experiência foi a melhor delas com a bomba. Vou contar um pouco sobre minha experiência.

Assim que comecei a amamentar na maternidade, entendi que não seria uma tarefa fácil. O que parecia natural e fisiológico me pareceu difícil num primeiro momento. Amamentei normalmente com algumas dificuldades mas amamentei. Já em casa tive a experiência dos seios começarem a encher e me deparei com minha principal barreira durante a amamentação: a pega errada do Bento. Foram muitas tentativas de corrigir a pega, mas todas fracassadas. E foi aí que a bomba elétrica entrou.

Com a pega inadequada, Bento não conseguia extrair do seio materno todo o leite que precisava e sempre chorava muito após a mamada, como se precisasse de mais leite. Minha produção não era das melhores já que a sucção era inadequada e o seio materno não era devidamente estimulado. 

E então logo após a mamada do Bento, a bomba elétrica entrava em ação. Além de me ajudar no aumento de produção de leite materno, também me auxiliava na retirada de leite que servia como complemento nas mamadas seguintes. Importante não esquecer que primeiro suga a criança e em seguida a bomba entra em ação. Além disso, se as mamas enchessem fora da hora da mamada, eu também lançava mão da bomba para extração de leite, evitando também o desconforto das mamas turgidas. 

Quando voltei a trabalhar, também extraia leite com a bomba elétrica e armazenava para o Bento. Nunca foi em grandes volumes mas sempre me esforcei para armazenar uma pequena quantidade que fosse.

Eu usei a bomba elétrica da marca medela e como não comprei na época, a aluguei em um lugar no Rio de Janeiro chamado cantinho da mamãe. Eles entregam em casa. Minha experiência com essa bomba foi maravilhosa e eu super a recomendo. Sempre obedecendo e nunca esquecendo de lavar corretamente e esterilizar as peças conforme orientação do fabricante. 

A bomba elétrica foi de extrema importância pra mim e para o Bento e acho que teria mais dificuldades sem a ajuda dela. 

É muito importante lembrar que essa foi o relato da minha experiência, não sendo de forma alguma uma regra a ser seguida. O mais importante é antes de tudo buscar ajuda e orientação com sua pediatra ou com uma consultora de amamentação que na maioria das vezes são enfermeiras, para que personalizar seu atendimento e entender a rua real necessidade e a real necessidade do seu bebê. 

Dúvidas? Mandem pra mim! Vamos conversar. 



A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010. Em 2016, houve um aumento importante dos casos no Brasil, principalmente em São Paulo, onde o surto iniciou se em pleno verão.Normalmente a gripe H1N1, assim como os outros tipos de gripe, são bem mais comuns no inverno, mas acredita-se que o grande fluxo de pessoas vindas de regiões frias, como Estados Unidos, Canadá e Europa justifica esse início precoce.

Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo levar os pacientes até mesmo à morte.

Além do tipo H1N1, alguns estados já registraram os primeiros episódios de infecção pelo H3N2, uma versão que, só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas no último surto e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.

A circulação do H3N2 no Brasil não é novidade, esse vírus da gripe trafega pelo país há bastante tempo.

Causas

As primeiras formas do vírus H1N1 foram descobertas em porcos, mas as mutações conseguintes o tornaram uma ameaça também aos seres humanos. Como todo vírus considerado novo, para o qual não costumam existir métodos preventivos, o vírus mutante da gripe H1N1 espalhou-se rapidamente pelo mundo.

A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Após ser infectada pelo vírus, uma pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas da doença. Da mesma forma, pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmiti-lo a outras pessoas.

Fatores de risco

A gripe H1N1, como qualquer , pode afetar pessoas de todas as idades, mas nota-se que o vírus infecta mais pessoas entre os cinco e os 24 anos. Foram poucos os casos de gripe H1N1 relatados em pessoas acima dos 65 anos de idade.

Gestantes, doentes crônicos (como diabéticos), crianças pequenas, pessoas com obesidade e com outros problemas respiratórios também estão entre os grupos mais vulneráveis para gripe H1N1.

Os demais fatores de risco seguem a mesma linha daqueles enumerados para outros tipos de grupo. Permanecer em locais fechados e com um aglomerado de pessoas, levar as mãos à boca ou ao nariz sem lavá-las antes e permanecer em contato próximo com uma pessoa doente são os principais fatores que podem aumentar os riscos de uma pessoa vir a desenvolver gripe H1N1.

Sintomas de Gripe H1N1

Os sinais e sintomas da gripe H1N1 são muito parecidos com os da gripe comum, mas podem ser um pouco mais graves e costumam incluir algumas complicações também. Veja:

Febre alta

Tosse

Dor de cabeça

Dores musculares

Falta de ar

Espirros

Dor na garganta

Fraqueza

Coriza

Congestão nasal

Náuseas e vômitos

Diarreia

As complicações decorrentes da gripe H1N1 são comuns em pessoas jovens, o que é bastante difícil de acontecer em casos de gripe comum.

A insuficiência respiratória é um sintoma frequente da gripe H1N1 que não é devidamente tratada. Em casos graves, ela pode levar o paciente à morte.

Sintomas de gripe que não passam devem ser investigados por um especialista, especialmente se eles vierem acompanhados de sinais mais graves, como falta de ar.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar gripe H1N1 são:

Clínico geral/Pediatra

Infectologista

Pneumologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram

Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade

Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Quais são seus sintomas?

Quando seus sintomas surgiram?

Você manteve contato próximo com alguém que estava doente?

Você esteve recentemente em locais fechados ou com aglomerados de pessoas?

Você sente falta de ar? Com que frequência?

Você tomou vacina para gripe H1N1?

Diagnóstico de Gripe H1N1

A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis aos de gripe, mas com as complicações típicas da H1N1. Nestes casos, o médico deverá coletar uma amostra de secreção do paciente e enviá-la para análise minuciosa no laboratório.

Em casos que necessitem de Urgência:

As emergências possuem protocolo para atendimento de casos suspeitos. Lá é realizado notificação à Orgãos de saúde competentes e se necessário coleta de material para identificação do vírus que em geral é enviado à Fio Cruz.

Possuem também reserva de antiviral – Tamiflu é o mais utilizado, e orientações de acompanhamento.

Tratamento de Gripe H1N1

A maioria dos casos de gripe H1N1 foi sanada completamente sem a necessidade de internação hospitalar ou do uso de antivirais. Em alguns casos, no entanto, o uso de medicamentos e a observação clínica são necessários para garantir a recuperação do paciente.

​Convivendo/ Prognóstico

Uma pessoa diagnosticada com gripe H1N1 deve permanecer em casa, afastado do trabalho ou da escola, e evitar locais com acúmulo de pessoas. Repouso e manter boa hidratação são duas dicas importantes para garantir a recuperação.

Complicações possíveis

A principal complicação decorrente de gripe H1N1 consiste em crises de insuficiência respiratória, que podem levar o paciente a óbito se não forem tratadas imediatamente e em caráter de urgência.

Prevenção

A prevenção de gripe H1N1 segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:

Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada

Lave sempre as mãos com água e sabão e evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca

Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas

Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas. Beba bastante água

Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros

Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar

Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas

Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina que já está disponível contra a gripe H1N1.

Vacinação

A vacina que será distribuída na campanha deste ano protege contra o H1N1, o H3N2 e também um subtipo do influenza B na composição.

A vacinação normalmente é oferecida na rede pública para pessoas dentro dos grupos de risco, ou seja:

Crianças entre 6 meses e 5 anos

Idosos acima de 60 anos

Gestantes

Portadores de doenças crônicas, como bronquite easma.

Quem não se encaixa nesses grupos, mas quer se prevenir, deve buscar a vacina em clínicas particulares.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Essa semana o Bento fez xixi na cama e eu fui ler um pouco sobre o assunto para lidar com a situação.
Antigamente não tinha muito isso de ler sobre tantos assuntos. Mas em compensação as chances de errar eram maiores.
Quando Bento dresfraldou deixamos a parte noturna para o final. Então há poucos dias tiramos a fralda da noite. Estava tudo transcrorrendo dentro do esperado até que aconteceu o xixi na cama. Fui ler um pouco sobre o assunto para ajudar o Bento no que for preciso.
Bom, a noite de fato, o controle da bexiga é um pouco mais difícil, principalmente se o sono estiver muito pesado, se a criança estiver muito cansada, ter a sensação de que o xixi vai sair se torna muito mais difícil.
Algumas dicas podem funcionar ou pelo menos ajudar quando o objetivo é diminuir as chances de xixi na cama a noite. Dar um pouco menos de líquido a noite, levar o pequeno para fazer xixi antes de deitar e conversar com ele sobre o assunto. Levantar na madrugada e levar a criança sonolenta para ir ao banheiro sem que ela peça não contribui em nada. A criança precisa construir essa percepção, essa sensação do xixi saindo e levá-la ao banheiro dormindo em nada ajuda.
Brincar com a situação de fazer xixi na cama  e fazer piadas com o ocorrido pode prejudicar e muito o processo.
Se a situação voltar a acontecer muitas vezes, não há problema nenhum em voltar a usar fralda noturna até a mesma voltar estar seca pela manhã.
Ter cuidado extra com o colchão também é essencial. Lençol plástico ou protetor de colchão são importantes se isso estiver acontecendo com frequência.
É de extrema importância estimular o pequeno a não fazer xixi na cama, conversar muito, explicar. Mas é mais importante ainda saber que isso acontece muito aos três anos de idade e pode acontecer até os seis anos. É muito normal e deve ser encarado com naturalidade. Nada de encanar com isso. É apenas uma fase e logo o pequeno conseguirá dormir sem fazer o tão famoso xixi na cama.

Dúvidas? Mandem pra mim!

E o xixi na cama?

by on abril 15, 2018
Essa semana o Bento fez xixi na cama e eu fui ler um pouco sobre o assunto para lidar com a situação. Antigamente não tinha muito isso de l...

Há questões que vão além da educação do sono em si. Por essa razão encontro mães que tentaram métodos de livros, outras que já buscaram profissionais, tentaram algumas vezes fazer o filho adormecer sozinho, sem muito sucesso. Não basta escrever um plano de sono, idealizar uma rotina, se na prática a família-Mamãe e Papai- não estiverem prontos para mudanças. O sono é reflexo de maus hábitos. E essa é a matemática: AÇÃO DO BEBE +REAÇÃO DO ADULTO=HÁBITOS QUE SERÃO ESTABELECIDOS Seria interessante que os pais pudessem analisar que relação estão construindo com seu filho. Como interagem entre si. Quem está no controle. Quem sempre escolhe as brincadeiras. O quanto de autonomia sua criança tem. Nos dias em que discutimos métodos tradicionais de educação de filhos e adotamos os mais gentis. Falamos tanto em criar filhos capazes de fazer boas escolhas e não limitar o potencial das crianças - Sim Isso é importante. Educar com amor. Ser firme e gentil-como orienta a disciplina positiva, por exemplo. Tão importante quanto, seria que os pais compreendessem as características de personalidade do filho, que é único. Que entendessem as capacidades e limitações próprias de cada fase que seu filho estiver atravessando. Será que não estamos dando autonomia demais a alguém que ainda está construindo a idéia do que é o mundo? Alguém que aprende com o que vê e vai entender as experiências que vivencia como regra. Será que nossas crianças estão realmente prontas para tantas escolhas? É possível educar o sono do bebê e da criança! Mas confesso que quando tenho contato com uma família quero mais que isso! Penso logo uma forma de conectar a família. Trabalho de base com estrutura sólida não se desfaz com o passar dos meses. Quando pensar em iniciar qualquer processo de educação de sono com seu filho, trabalhe com foco na conexão da família. Envolvendo o pai, a babá e quem mais tem contato direto com a criança. É bom que todos entendam que o resultado vai depender do quanto a criança teve suas reais necessidades atendidas a partir do primeiro minuto do dia e desenvolvendo a voz de comando que o identifique como quem está no controle. Para o sucesso no processo de educação do sono é preciso que seja aberto um espaço de conexão e escuta na casa. Olhar a criança do ponto de vista do seu desenvolvimento. Avaliar suas capacidades físicas e emocionais; e atender suas necessidades de alimentação, estímulos, afeto e limites. Os pais dizem: _Meu filho não dorme -Meu filho é difícil! -Ele só dorme mamando -Quando coloco na cama acorda, só dorme no colo -Ele não quer dormir no berço -Ele não gosta do carrinho -Ele chora e só cala quando faço o que ele quer E a pergunta é: Como você reage quando seu filho age assim? Responsabilizamos a criança quando deveríamos assumir a responsabilidade. Mudar a maneira de enxergar a situação pode mudar a situação. Mudança de hábito exige: 1-Consciência 2-Consistência 3-Persistência Nossos filhos vieram ao mundo como uma página em branco. Como um celular sem arquivos ou qualquer aplicativo! Somos nós quem fazemos os download e permitimos os vírus! E essa conversa não é pra te trazer culpa de jeito nenhum! Mas para trazer um outro ponto de vista, e também te dizer que não há nada de errado em não saber o que fazer. E ainda: que seu filho pode sim dormir melhor. Seus dias podem ser mais leves, suas noites mais tranquilas! E você pode assumir o controle, a partir de um olhar mais atencioso para o que seu filho realmente precisa. A criança precisa de pais seguros que a conduza ao sono e a vida. Há vários livros que ensinam métodos e profissionais que atuam com orientações para os pais a fim de educar o sono de bebês e crianças. Em geral a família procura ajuda, como uma alternativa para o cansaço que se instalou. Preocupados também com a qualidade do sono do bebê e um tanto ansiosos, esperam pela fórmula mágica. Por mais que acredite em meu trabalho e veja resultados todos os dias, não posso enganar a família. Não existe o pozinho mágico! Existe um trabalho de conscientização e esforço para mudar os padrões comportamentais que impactam no sono.

Josi Galvão Mãe dos gêmeos Arthur e Beatriz Consultora Materno Infantil -Especializada em  sono e rotina. Empresária,idealizadora da SOS Baby Consultoria para mamãe e Bebê.Desenvolve esse trabalho específico de orientação e suporte famílias há mais de 10 anos.

A síndrome mão-pé-boca é transmitida pelo enterovírus 71, também chamado de vírus cosxackie, da família das enteroviroses. A síndrome leva esse nome, pois a sua característica é a presença de feridas avermelhadas na planta dos pés, mãos e interior da garganta.

Causas

O enterovírus 71 espalha-se facilmente por meio de tosse, espirros e saliva, mas também pode ser transmitido pelo contato com fezes infectadas.

Fatores de risco

A síndrome mão-pé-boca afeta principalmente crianças, mas também pode atingir adultos que entram em contato com a mucosa ou fraldas de uma criança infectada. Sua incidência pode aumentar até 20% no outono e no inverno, por conta da imunidade ficar mais baixa no período.

Sintomas de Síndrome mão-pé-boca

Os primeiros sintomas da síndrome mão-pé-boca são febre de 38 a 39 graus e dores de garganta. Após dois dias, aparecem lesões (feridas avermelhadas) na região dos pés, mãos e interior da garganta, que podem ou não se espalhar para as coxas e nádegas. Em alguns casos a criança não apresenta sintomas aparentes.

Se o quadro for mais grave, as lesões podem se transformar em pústulas ou bolhas, que estouram depois de seis dias. Por conta das lesões no fundo da garganta, o paciente também sente dificuldade de engolir líquidos ou alimentos.

Diagnóstico de Síndrome mão-pé-boca

Na maioria dos casos, apenas uma análise das feridas já é suficiente para que a síndrome mão-pé-boca seja identificada. Se houver dúvidas, o médico poderá pedir um exame de sangue sorológico. O enterovírus 71 também pode ser identificado por um exame de fezes.

Tratamento de Síndrome mão-pé-boca

A síndrome mão-pé-boca é tratada com medicamentos anti-inflamatórios ou, se o quadro for grave, medicamentos antivirais. É importante oferecer ao paciente muito líquido, de preferência em temperatura baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, ácidos ou condimentados – que podem acentuar as dores na garganta.

Em geral, a síndrome mão-pé-boca desaparece sozinha dentro de cinco e sete dias. Após a melhora dos sintomas, o paciente adquire imunidade ao enterovírus 71, não sendo contaminado novamente.

Complicações possíveis

Por conta da dificuldade de engolir, a criança pode ficar muito tempo ingerindo poucas quantidades de líquidos, podendo sofrer uma desidratação. Nesse caso, há a necessidade de internação para que o paciente receba hidratação.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Síndrome Mão Pé Boca

by on abril 09, 2018
A síndrome mão-pé-boca é transmitida pelo enterovírus 71, também chamado de vírus cosxackie, da família das enteroviroses. A síndrome leva e...

Quando eu ouvia falar em desfralde, me dava até um arrepio. Um milhão de textos, técnicas e estratégias. Começava a ler e sempre interrompia a leitura. Tão complexo que eu quase tinha que anotar. Tem que desfralde com essa idade, com aquela. Bom, vou falar da minha experiência, de como foi e está sendo o nosso caso e as minhas dicas para viver este momento.
Quando Bento fez dois anos e oito meses mais ou menos, começamos a conversar sobre isso. Sobre fazer xixi no vaso sanitário, sobre sentir vontade de fazer xixi. Tudo muito natural, sem pressão. Eventualmente conversávamos sobre o assunto com ele. Não me conectei em idade, mas observei o Bento, senti o que ele me dava de retorno, o quão maduro estava ou não para o processo. Esperamos o inverno passar, para ele não ficar molhado de xixi no inverno e na primavera começamos a experimentar sem neuras, tirar a fralda pela manhã. Bento entendeu mas não percebia a saída do xixi, muito menos do cocô. Muitas cuecas molhadas como resultado. Foram muitas vezes assim, mas tudo bem tranquilo. Tentávamos correr e estimular o uso do vaso mas ainda não dava tempo. Muito tranquilamente entendemos esse processo, sem cobranças sobre nós e muito menos sobre o Bento. Aos poucos ele foi conseguindo controlar o xixi e entendendo que existia um vaso sanitário. Esse processo demorou uns três a quatro meses e deu certo. O processo do cocô foi semelhante. Ele mesmo pedia para ir ao banheiro aos poucos começou também a fazer cocô e sempre pedia ajuda. Respeitamos o tempo dele, sem nenhuma pressa.
Começamos também a retirar a fralda para sair para os pequenos passeios e começou a dar certo também. Suas idas para escola, três meses após o início do desmame da fralda também já eram só de cueca, e muito sucesso no processo.
Agora, cinco meses do início do desfralde, percebemos a fralda noturna já amanhece seca e que assim que acorda ele pede para fazer xixi. Então hoje retiramos a fralda noturna, e vamos ver como será.
Claro que já tivemos várias surpresas como xixi na varanda, cocô guardado no banheiro. Não é tudo um mar de rosas o tempo todo, mas seguindo com tranquilidade tudo entra nos eixos.
Minha maior dica para o desfralde é não se atropelar nem atropelar seu filho. Não se prender a livros e mil teorias. Olhar para seu pequeno e se conectar com ele, é a melhor tática. Respeitar o tempo dele e prestar atenção no nível maturidade se tornam essenciais. Sem neura, sem cobrança, dando tempo ao tempo, permitir falhas, recuos, e jamais brigar com uma criança quando ela não conseguir.
Leveza para o processo. Seu pequeno ou sua pequena instintivamente vão largando as fraldas e você no fundo vai apenas auxiliando.
A segunda maior dica é desde pequeno orientar veementemente a lavagem das mãos sempe que for ao banheiro.

Desfralde sem neura

by on abril 08, 2018
Quando eu ouvia falar em desfralde, me dava até um arrepio. Um milhão de textos, técnicas e estratégias. Começava a ler e sempre interrompia...

O câncer infantil corresponde a um conjunto de várias doenças malignas, cuja proliferação descontrolada de células anormais pode ocorrer em qualquer localização no organismo. No Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos (8% do total).

As causas da maioria dos cânceres, seja na infância, seja na idade adulta, não são conhecidas. Em crianças, cerca de 5% dos cânceres são causados por uma mutação genética que pode ser passada de pais para filhos. Em adultos, essas mutações geralmente são consequência dos efeitos conjuntos do envelhecimento e da exposição a substâncias cancerígenas, mas no que se refere ao câncer infantil a identificação de causas ambientais é mais difícil que em adultos.
Quais são as principais características clínicas do câncer infantil?
Os cânceres mais comuns na infância e na adolescência são: as leucemias, os cânceres do sistema nervoso central e os linfomas. Também são frequentes nas crianças o neuroblastoma (tumor do sistema nervoso simpático), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

0.As leucemias são os cânceres infantis mais comuns (30% do total) e consistem no acúmulo de células imaturas do sangue na medula óssea. Há dois tipos de leucemias infantis: (a) a leucemia linfoide aguda e (b) a leucemia mieloide aguda. Assim, comprometem o crescimento e funcionamento dessas células, podendo atingir gânglios linfáticos, baço, fígado, sistema nervoso central, testículos e outros órgãos. Inicialmente, seus principais sintomas são palidez progressiva, cansaço além do normal, infecções de repetição, perdas de sangue na urina e no vômito ou no tecido celular subcutâneo, por exemplo.
2. Os tumores do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) vêm em segundo lugar como o tipo mais comum dos cânceres infantis (26%). Os tumores da medula espinhal em crianças são menos comuns que os tumores cerebrais. Os tumores do sistema nervoso podem produzir sintomas diversos, de acordo com sua localização. Entre os possíveis sinais e sintomas estão o choro aparentemente imotivado, a sonolência excessiva, a apatia e as frequentes dores de cabeça. Esses sintomas também são comuns a outras condições mórbidas, mas assumem maior importância se vierem acompanhados de vômitos em jatos, alterações da marcha, perda de equilíbrio, convulsões e paralisia de um lado do corpo.

Como o médico diagnostica o câncer infantil?
Em crianças, pode ser mais difícil diagnosticar o câncer, uma vez que os sintomas podem sobrepor-se às doenças e ferimentos comuns da infância. As crianças muitas vezes apresentam hematomas, por exemplo, que podem mascarar os sinais precoces de alguns tipos de câncer. Qualquer dos seguintes sintomas, que sejam persistentes, devem ser pesquisados com mais cuidado, em vista do câncer infantil: nódulos incomuns, palidez inexplicada, perda de energia, contusões repetidas, dores progressivas, andar mancando, febre inexplicada, frequentes dores de cabeça, vômitos, alterações súbitas de visão e perda de peso.

Como o médico trata o câncer infantil?
Os cânceres infantis nem sempre são tratados da mesma forma que o câncer de adultos, embora também neles seja comum o uso de cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Além disso, os tratamentos podem incluir imunoterapia e transplante de células estaminais. Em muitos casos, uma combinação de dois ou mais deles é realizada ao mesmo tempo. Esses tratamentos muitas vezes são efetivos, em muitos casos, sobretudo se os cânceres são diagnosticados no início. O tipo de tratamento dependerá do tipo de câncer e do estadiamento do mesmo (o quão grave ele é).
O organismo das crianças se recupera mais rapidamente da quimioterapia e isso permite tratamentos mais intensivos, o que torna possível tratar a doença de forma mais eficaz que no adulto. No entanto, as crianças enfrentam problemas únicos durante seu tratamento para o câncer, após a conclusão do tratamento e como sobreviventes ao câncer. Os pediatras e os pais devem estar atentos a eles, para que possam prestar o suporte necessário.

Como evolui o câncer infantil?
Nos últimos anos tem havido um grande progresso no tratamento do câncer infantil. Cerca de 80% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, quando diagnosticadas precocemente e tratadas de maneira adequada. A maioria dessas crianças segue tendo uma boa qualidade de vida após o tratamento, embora o câncer infantil e seus tratamentos tenham diferentes efeitos nos corpos em crescimento que nos corpos adultos e possam deixar algumas sequelas permanentes.

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Câncer infantil

by on abril 05, 2018
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