Hoje encontrei 2 gestantes que trabalham na área administrativa lá do CHN que vieram me questionar quando agendar e se deveriam mesmo agendar a consulta pré natal comigo. Expliquei que sim, é de extrema importância e que a partir de 30/32 semanas é o melhor período.
Aproveitar que ainda há tempo para arrumar as malas e saber exatamente o que levar, sem exageros. Que ainda se tem muitas dúvidas a cerca do nascimento, tipo de roupa, amamentação e o preparo da mama para amamentar.
O cuidado com a saúde do bebê deve começar antes mesmo do nascimento, por isso a consulta com o pediatra é indicada antes mesmo de o bebê nascer. Dessa forma, os pais podem tirar suas dúvidas sobre o nascimento, além de passar as informações médicas necessárias para o pediatra acompanhar o desenvolvimento do bebê.
Abaixo, respondemos algumas perguntas sobre a importância da consulta de pré-natal com o pediatra. Acompanhe!
Por que agendar a consulta de pré-natal com o pediatra?
Vários estudos têm mostrado que as consultas antes e logo após o nascimento do bebê conseguiram reduzir a mortalidade materna e do recém-nascido.
A consulta é um momento para fazer um vínculo entre o médico e os pais. Sendo assim, é essencial que a família sinta confiança no médico e faça uma boa escolha, afinal, esse é o profissional que vai acompanhar a saúde e o crescimento do seu filho.
Ademais, será possível conversar sobre a chegada do bebê, tirar todas as dúvidas e receber orientações, o que ajuda a diminuir o estresse e a ansiedade, comuns nessa fase.
É importante, também, que o pediatra se informe sobre o estado de saúde do bebê e as intercorrências da gravidez, para se preparar e promover um cuidado personalizado para seu futuro paciente.
Quando devemos agendar essa consulta?
Não existe uma regra quanto a isso, no entanto, recomenda-se que a primeira consulta seja realizada por volta dos últimos 3 meses da gestação, idealmente antes da montagem do enxoval e não muito próximo à data provável do parto.
Esse é um momento muito bom para a consulta, pois, nessa fase, os pais/cuidadores já estão bem envolvidos com o nascimento, abertos para receber e absorver todas as informações repassadas e já com informações médicas sobre a gestação, importantes para nortear o cuidado com o bebê que vai chegar.
Quais os temas que serão abordados pelo pediatra nessa consulta de pré-natal?
São diversos os temas — e eles variam conforme as dúvidas e anseios dos pais e também dos avós e madrinha e padrinhos, pois é importante que a informação chegue à todos da família que irão auxiliar no dia a dia com o bebê.
Veja alguns dos tópicos abordados:
1) orientações gerais sobre os cuidados com o recém-nascido nos primeiros dias de vida;
2)como realizar a limpeza do coto umbilical;
3)sobre a higiene do bebê (como preparar e dar o banho, cuidados com a pele, troca de fralda, assadura etc.);
4)vacinas após o nascimento;
5)medidas de segurança no berço, no transporte do bebê e nos hábitos de sono;
6)orientações sobre o aleitamento materno, cuidado com as mamas, técnicas, característica do leite após o nascimento, dúvidas e medos desse período;
7)orientações sobre a montagem do quarto do bebê — localização do berço, trocador, itens de segurança;
8)orientações sobre a montagem do enxoval — quais produtos comprar, quais são dispensáveis, regras de segurança e noções de uso;
9)conversar sobre alterações hormonais e interferência no aspecto emocional da mulher após o parto — identificação de depressão pós-parto e tristeza materna ou baby blues;
10)conversar sobre questões emocionais envolvidas no nascimento do bebê — preocupações, anseios e inseguranças, bem como repercussões com a chegada do bebê (emprego, moradia, efeito da chegada da criança na família e relacionamento com os irmãos);
11)indicação e estímulo à leitura de livros sobre a maternidade;
12)analisar se existe algum fator de risco em relação aos familiares, como mudanças de hábitos, histórico de doença na família, dados do pré-natal que devem ser acompanhados por um médico.
E após essa consulta, quando devemos retornar ao pediatra?
No primeiro ano de vida, as consultas são mais frequentes e devem ser cumpridas sem falta, sendo elas:
*primeira consulta do recém-nascido - entre a primeira e a segunda semanas de vida
* consulta do primeiro mês e subsequentemente todos os meses até completar 1 ano de vida.
É crucial levar o seu filho em todas essas consultas, visto que essa é a fase em que a criança mais se desenvolve na vida, ou seja, ganha peso, cresce em comprimento, cria conexões cerebrais, aprende diversas coisas novas e começa a explorar o mundo.
Sendo assim, qualquer tipo de problema ou atraso pode prejudicar muito a saúde e o desenvolvimento da criança. Comparecendo às consultas, você garante que o pediatra faça uma revisão detalhada de todos os aspectos da saúde do seu filho. Além disso, esse profissional também confere se o desenvolvimento está adequado para a idade e se a criança precisará de mais estímulos, suplementos ou outras intervenções.
A primeira consulta
Após o nascimento do bebê, deve-se agendar a primeira consulta entre o 10º e 15º dia de vida — ou antes, caso seja orientado pelo médico na maternidade. Isso porque, como o bebê tem alta após cerca de três dias, é preciso dar um tempo para que a mãe e seu filho se conheçam melhor e interajam.
Além disso, é comum que o convívio do bebê com a família traga dúvidas que não poderiam ser conhecidas pela nova mamãe antes do parto. Assim, é possível esclarecê-las com o pediatra da melhor maneira possível.
Na preparação para a consulta, é importante que a mãe não se esqueça do cartão de vacinação do seu filho, para que o pediatra possa confirmar se a primeira dose contra hepatite B foi dada, assim como a BCG. Essas doses são vitais para um recém-nascido, pois seu sistema imunológico ainda é extremamente frágil e pouco desenvolvido.
O pediatra também orientará quais são as próximas doses de vacinas e qual é a idade ideal para recebê-las.
Neste contexto, também é importante não deixar de fazer o teste do pezinho até o quinto dia de vida. Esse teste permite a identificação de várias doenças, como a fibrose cística e a anemia falciforme, que precisam de intervenções desde os primeiros dias após o nascimento. Posteriormente, o resultado deve ser apresentado para o pediatra.
Os dados do parto, como intercorrências e tipo de parto, e nascimento também devem ser apresentados na primeira consulta, como peso e a estatura ao nascer, Apgar, perímetro cefálico, perímetro torácico, tamanho das fontanelas e tipo sanguíneo. Todas essas informações são imprescindíveis para acompanhar a evolução do bebê e verificar se os dados se encontram compatíveis com um crescimento saudável, quando comparado aos dados das demais consultas.
E então, você entendeu a importância da consulta com o pediatra antes do bebê nascer? Se você está chegando ao final da gestação e ainda não possui um profissional, procure por um de confiança!

Christine Tamar

Pediatra e Pneumologista infantil

Mestre em Pediatria pela UFF

MBA em gestão de saúde pela COPPEAD - UFRJ
Coordenadora do serviço de pediatria do CHN

Estamos na semana mundial do brincar e essa semana vamos abordar o assunto de forma mais ampla.
A semana mundial do brincar esse ano tem como tema BRINCAR DE CORPO E ALMA e me chamou bastante atenção.
Nos dias de hoje vivemos grandes desafios, na verdade cada vez mais vivemos esses grandes desafios. A grande responsabilidade no trabalho, a resolução de problemas do trabalho em casa, a quantidade de problemas como desemprego e sobrecarga, a quantidade de compromissos, as redes sociais, a necessidade e as vezes obrigação de transmitir a tempo e a hora tudo o que estamos fazendo nos rouba muitas vezes mais que o tempo, nos rouba a mente, a concentração. Tem sido cada vez mais difícil sentar e brincar com o filho, sem que o telefone toque, o WhatsApp chame e e mail chegue. Na minha opinião esse é o maior desafio da atualidade. De certo, não para todos, mas para muitos.
Quando eu digo que o problema é grande, não é pela falta de tempo junto, mas também pela falta de integralidade na atitude de estar presente brincando. Estamos ali, mas muitas vezes não estamos de corpo e alma. Estamos com a cabeça em outro lugar, ou doidos para pegar o celular novamente e checar as novas mensagens que chegaram.
Muitas pessoas trabalham com internet e realmente acabam ficando mais conectadas e muitas pessoas se conhecem conectam por pura diversão. Quando digo pessoas, eu me incluo nisso. Me conecto tanto pelo blog, quanto pela diversão e também tenho essa ansiedade de olhar o celular em muitos momentos. Não é muito fácil mas deve ser combatida, na minha opinião.
Tenho lido sobre o assunto e desenvolvido estratégias minhas. Não são as melhores mas funcionam.
Deixar o celular longe na hora da brincadeira com o pequeno para evitar distração.
Se conectar com a brincadeira, conversar e interagir com o pequeno e entrar de verdade na brincadeira dele.
Lugares ao ar livre.
Brinquedos educativos.
Ler uma história que seja boa pra você e para ele.
Lembrar que qualidade é uma coisa e quantidade é outra. Pode ser que você tenha pouco tempo, mas o importante é que ele seja de qualidade. Seja integralmente do seu filho.
Segundo a pedagoga Isabel Cristina de Paula, “Através da brincadeira os pequenos constroem seus processos mentais, desenvolvem habilidades, sentem-se estimulados ao convívio social, conseguem discernir e formar conceitos de tamanho, ordem, cores, espessura e textura. A criança que brinca é convidada a compreender valores e diferenciar papéis dentro da sua cultura”.
Brincar não é um simples passar de tempo, faz parte do desenvolvimento infantil e da construção do caráter.

Muitas brincadeiras fáceis e gostosas existem e deixo aqui as sugestões:

Passa anel

Pique tá

Pique esconde

Jogo de cartas

Adoletá

Banco imobiliário

Dominó

Figurinhas

Cozinhar junto

Amarelinha

Pular corda

Brincar de comidinha

Mímica

Bonequinha de papel

Barco de papel

Vídeo game junto

Peteca

Andar de bicicleta

Bola de sabão

Estátua

Cata-vento

Feirinha

A forca

Quebra cabeça

Ligue os pontos

Baralho

Bingo

Cabaninha

Cabo de guerra

As crianças ficam muito felizes quando dedicamos nosso tempo para brincar com elas. Esse é um desafio meu e acredito que de muitos pais da nova geração. Estar presente de corpo e alma contribui e muito para a formação de crianças felizes e adultos seguros.

Gostou? Querem falar sobre o assunto? Mandem mensagens pra mim.

Por Hamanda Garcia

contatohamandagarcia@gmail.com 

A amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da mortalidade infantil, pois permite grande impacto na saúde da criança, diminuindo a ocorrência de diarréias e infecções, principais causas de morte de recém-nascidos.

Algumas mulheres possuem uma produção de leite materno além da demanda do seu bebê, com isso fica excedente na mama, possibilitando essa mulher ordenhar e doar esse leite.

Pré requisitos para  doação leite materno:
•Excesso de leite
• Ser saudável
•Não usar medicamentos que impeçam a doação       
•Estar disponível para ordenhar e a doar o excedente

Para armazenar o leite é necessário que seja em pote de vidro com tampa de plástico e que este seja esterilizado (15 minutos fervendo) A técnica ideal para extração de leite  é a ordenha manual.

. O leite doado é oferecido aos prematuros que ficam internados na terapia intensiva. Esses bebês têm melhores chances de sobrevivência e recuperação, se a alimentação com leite humano for ofertada.

Não existe quantidade mínima para fazer a doação. Qualquer quantidade é importante. Um pote de 300 ml de leite humano, por exemplo, pode alimentar até 10 recém-nascidos internados. Por isso, a mulher não precisa se preocupar em encher o pote para fazer a doação. 

Seu leite também não vai acabar se você doar, peito é fábrica, quanto mais esvaziar a mama mais vai produzir.

Todo leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a rigoroso controle de qualidade pelos Bancos de Leite Humano antes de ser ofertado a uma criança.

Para se tornar doadora, basta entrar em contato com o BLH (Banco de leite humano) mais próximo e realizar um cadastro mediante apresentação dos últimos exames de sangue. A equipe irá orientar sobre a forma correta de coletar o leite.

O leite humano a ser doado pode permanecer congelado por 15 dias. Antes deste período, a nutriz deve entrar em contato para providenciar a coleta em seu domicílio.

Validade do leite humano ordenhado:
•12h na geladeira
•15dias no freezer

Para esclarecer dúvidas, consulte o site da Rede de Banco de leite humano ou ligue gratuitamente para 0800 026 8877.

Em Niterói o Banco de Leite do Hospital Universitário Antônio Pedro recolhe os potinhos em casa. telefone: 2629-9234

Larissa Távora, mamãe de gêmeos Lucca e Lavínia,
Enfermeira, especialista em atenção integral à saúde Materno-infantil UFRJ, consultora em amamentação.
Instagram : @gravidoseagora
Telefone: 99110-0988

Neste último sábado, dia 12 de maio, fizemos um super evento comemorativo para comemorar o dia das mães. Foi a primeira edição do Papo de Mãe.

O papo de Mãe foi criado por mim e pela pediatra Christine Tamar, com o propósito de reunir mamães de forma mais informal, como uma roda de conversa, para a discussão de temas importantes relacionados a maternidade.

Quando nos tornamos mães, temos a falsa impressão que todo o processo é fisiológico e que vamos tirar a maternidade de letra. Mas não é bem assim. Algumas mulheres até tiram a maternidade de letra, mas a maioria sofre um pouco.

Percebemos que as rodas de conversa são muito importantes, principalmente quando são feitas informalmente. As mães podem trocar informações importantes, tirar duvidas, esclarecer situações cotidianas. É mais fácil e leve trocar informações com pessoas que estão passando ou já passaram por situações novas.

Eu e Christine não somos exemplos de nada em especial e nem temos a chave para todas as respostas, mas com o pouco de experiência que temos, inclusive porque sou enfermeira e ela pediatra e mães, tentamos mediar uma conversa sadia com um um bom referencial teórico a fim de ajudar e acalentar as mães.

Nesse último encontro falamos de APLV, a alergia a proteína do leite da vaca e cólicas nos bebês. Surgiram muitas perguntas e foi muito gratificante elucidar dúvidas das mamães e futuras mamães. 

Nosso encontro não seria possível sem o apoio de marcas importantes que nos ajudaram na realização do encontro. Ache, Mustela, NUK e Prabhu brinquedos embarcaram nesse com a gente e abrilhantaram o encontro. Deixamos aqui nossa eterna gratidão.

Tivemos o apoio indispensável de Natália Borges, psicóloga, que desenvolveu trabalho com as crianças enquanto as mães participavam do evento.

Essa foi a primeira edição mas ainda esperamos fazer outras com novos temas. Pedimos para sugerirem novos temas.

Se vocês tem dúvidas a respeito de alguma coisa, entrem em contato conosco.

Hamanda:contatohamandagarcia@gmail.com 

Dra Christine Tamar: 21 99421 3656

Natália Borges: nbfleite@gmail.com

Seguem as fotos do evento que brindou o dia das mães com conversa e amor. 

Resolvi abordar esse tema por se tratar de algo que eu vivi. Protelei muito a gestação, mas muito e é sobre isso que vamos falar.
Quando você é bem jovem perguntam quando vai se noivar, casar, ter filhos, certo? Certo! Não é para todas as famílias, mas muitas famílias e parte da sociedade pensa assim. É tradição ou pelo menos era. Mas ter um filho não é uma consequência é uma escolha. No meu caso eu pensava, quando vou me formar, me especializar, fazer o mestrado, o doutorado, mandar trabalho para congresso. Pensava na minha carreira, e quer saber? Não há nada de errado com isso, sabe por que? Porque cada mulher tem uma prioridade de vida e nem sempre a gestação é primeira dela. As vezes a gestação nem será um escolha e simplesmente não acontecerá e eu também acho que não há nada de errado nisso.
Acho sinceramente que protelamos esse momento de ser mãe porque queremos viver outros momentos antes de ser mãe. Queremos viajar com o marido, ou fazer um intercâmbio e eu continuo afirmando que não há erro nessas escolhas. Na verdade, o que sinto é que a vida e as nossas escolhas vão nos preparando para a maternidade, acho que vamos amadurecendo e preparando o corpo e a mente para esse momento. Eu nunca me senti pronta, por exemplo, mas acho que minhas escolhas me fizeram uma mãe mais madura e com um grande entendimento da dádiva que é a maternidade.
Hoje também penso em como teria sido se eu tivesse sido mãe um pouco mais jovem, sim pois fui mãe aos 36 anos. Penso que se tivesse sentido vontade de ser mãe mais cedo, eu teria um pouco mais de disposição e não ficaria tão preocupada com tudo, sim porque a juventude nos traz isso: leveza, certa despreocupação e alguma ingenuidade. Mas o principal é que teria descoberto esse amor mais cedo e isso seria incrível também!
Muitas mulheres encaram pressão em suas carreiras, se sentem felizes evoluindo profissionalmente e não conseguem enxergar um bebê no meio disso tudo. Um momento único esse das mulheres em grandes cargos e muitas vezes as gestações são proteladas. Apesar de não enxergar problemas nisso, acho que a velocidade da vida profissional engessa esse instinto feminino em muitos casos, e isso sim eu acho complicado. Não há tempo nem para pensar se você quer ou não ser mãe. Outro ponto importante que acho que vale a pena ressaltar, principalmente para mulheres que passam por isso nesse momento, é reforçar que a carreira não vai acabar, a evolução profissional não vai estacionar, porque eu pensava assim, infelizmente. Tudo vai continuar, você vai continuar sendo a mesma estudante ou profissional de antes, mas agora mais iluminada, mais humana e com um pouco mais de afazeres, com certeza. Será mais feliz e mais completa e por consequência poderá trabalhar até melhor.

Aprendi que não existe um tempo certo para ser mãe mas existe o melhor momento sim! O melhor momento pessoal, financeiro pra você! Cada um é cada um e se pra você algumas outras coisas são importantes antes de ser mae, não há mal nisso. Você não é um E. T. por isso. Ouça seu coração e o respeite! Para ser uma mãe feliz, precisa estar bem com você mesma. Mas quando tiver dúvidas sobre a maternidade, lembre-se de que SIM, é a melhor coisa da vida! 

Espero ter ajudado as futuras mamães! 

Se tem dúvidas, mandem pra mim! 

Por Hamanda Garcia 


Eu conversava há pouco tempo com uma amiga e quando eu falei isso ela se assustou. Mas sem antibióticos? Como conseguiu? Daí então resolvi falar sobre o tema, bem polêmico, por sinal.
Obviamente não existe uma receita de bolo para isso, não existe uma fórmula secreta, mas a matéria tem o objetivo de alertar os pais quanto ao uso indiscriminado de antibióticos na infância.
Sim, tenho um grande orgulho de termos conseguido chegar até aqui sem antibióticos já que vivemos em uma era na qual o medicamento é prescrito muitas vezes de forma indiscriminada. Muitas vezes até os pais solicitam isso aos pediatras.
Lendo sobre isso, achei um artigo que conta sobre uma pesquisa enorme feita ano passado, na qual um grande trabalho científico comparou adolescentes que usaram muito antibiótico na infância e outros que não, e o resultado é espantoso. As crianças que usaram mais antibióticos apresentavam massa corporal maior, o que levantou uma grande suspeita de que o uso abusivo de antibióticos na infância pode estar relacionado a obesidade infantil.
Além disso existe o fato de que quanto mais uma pessoa é exposta, faz uso, de antibióticos, mais existe a chance de se gerar as super bactérias, as bactérias resistentes já a muitos antibióticos.
Que não posso deixar de registrar, veementemente, principalmente porque sou enfermeira, que o antibiótico é um medicamento muito importante e que se for devidamente prescrito, com indicação precisa, vai mudar todo o rumo daquela história, aumentando e assegurando as chances de cura.
Mas então ela, essa amiga, me perguntou: o que você fez para conseguir isso? E eu respondo que não existe isso de "fazer alguma coisa" para a doença não chegar. Mas sempre tive alguns cuidados e vou contar pra vocês. Se eles tiveram relação com o fato de o Bento adoecer menos, eu não sei, mas vale a pena tentar, né?

Primeiro ter uma super pediatra, como a minha, Maria Lucia Nicolau Pinto, que é criteriosa ao uso de antibióticos.

Não viajei com Bento muito novinho. Respeitei os "tempos" dele. De banho, descanso e alimentação.

Evito ao máximo dar colheres e copos do estabelecimento, por exemplo. Levo copos, garfos e ou tento pedir descartável.

Tento comida o mais natural possível. Não usamos molhos industrializados, por exemplo.

Vacinas em dia.

Horas de sono e alimentação sempre foram respeitadas.

Sapatos sujos da rua nunca entreram aqui.

Muito critério na lavagem de bicos e mamadeiras.

Lavagem das mãos CRITERIOSAS assim que todos chegam em casa.

Além disso fatores externos como o fato de o Bento não ter ido para creche muito bebê pode ter influenciado.

Usarmos regularmente desde bebê medicação homeopática, inclusive para aumentar a imunidade. 

Não existe uma fórmula mágica. Acho que não há nada que você faça que possa impedir o uso de medicamentos caso eles sejam realmente necessários! O que existe de fato é a tentativa de se ter bons hábitos de vida. A matéria tem como objetivo principal alertar quanto a utilização indiscriminada de medicamentos, incluindo antibióticos.

Dúvidas? Mandem pra mim!

Por Hamanda Garcia